Médicas cubanas prontas para a luta nas Zonas Norte e Oeste

Profissionais visitam posto onde trabalharão e dizem ter experiência em áreas carentes e violentas

Por O Dia

Rio - Duas médicas cubanas foram ontem à comunidade da Palmeirinha, em Marechal Hermes, para visitar o Centro Municipal de Saúde Maestro Celestino, onde trabalharão. Ao todo, 65 clínicos-gerais do país vão atuar em áreas carentes das zonas Norte e Oeste, assim que o registro profissional for aprovado, dentro do Programa Mais Médicos. A previsão é de que a licença seja concedida amanhã, e que os cubanos comecem a atender a partir de sexta-feira.

Zoraide Pupo, 45 anos, e Loraine Pacheco, 38, contaram que foram bem recebidas no Brasil e que estão acostumadas a desafios. “Trabalhamos em locais carentes e violentos. Não temos medo. Estamos aptas a ajudar quem precisa. As doenças são as mesmas”, garantiu a médica Loraine. Ela deixou o marido e o filho em Cuba para a missão no Rio. Anteriormente, trabalhou na Venezuela, em um programa similar, por três anos, dos 15 que tem de experiência profissional.

Zoraide e Loraine conversaram com a menina Camila%2C que estava acompanhada da mãe%2C Érika%2C na área de Saúde Oral do posto médicoCarlo Wrede / Agência O Dia

As médicas integram a segunda leva de especialistas estrangeiros. A cidade já recebeu um argentino, uma peruana e uma espanhola, que atuam na Zona Oeste. Brasileiros já iniciaram o novo módulo do programa. Dois atendem na Zona Norte.  

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os cubanos não serão acompanhados por intérpretes, porém, tiveram aulas de língua portuguesa por um mês. Na visita, as médicas falaram português e Loraine conversou sobre escovação de dentes com a menina Camila Conceição de Souza, que era atendida na Saúde Oral da unidade ao lado da mãe, Érica.

Estrangeiros atuarão na rede pública durante três anos e voltarão ao seu país

Ao todo, as regiões beneficiadas no programa contarão com 70 médicos a mais para as unidades onde, historicamente, há problemas de oferta de profissionais. Na Zona Norte, 18 dos 71 centros de atendimento primário da região receberão 31 médicos cubanos, com reforço de mais dois brasileiros, que já estão no serviço. 

Na Zona Oeste, 18 das 75 unidades locais, exceto as localizadas nos bairros de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e adjacências, vão passar a contar com a atuação de 37 médicos estrangeiros, sendo 34 deles, de Cuba. Os estrangeiros vão exercer a profissão na rede pública durante três anos. Posteriormente, os cubanos regressarão ao país de origem. Para médicos do exterior, O governo federal pagará uma bolsa de R$ 10 mil.

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