Por cadu.bruno

Rio - Policiais do Batalhão de Choque (BPChq) realizaram operação na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul, na madrugada desta quinta-feira. Segundo moradores, houve intenso tiroteio durante a incursão, que segundo a PM, terminou às 6h sem informações sobre prisões e apreensões. Cerca de 45 homens do Choque participaram da incursão.

Uma troca de tiros entre traficantes varou a madrugada do último domingo na comunidade. De acordo com moradores, os tiroteios nas localidades Roupa Suja, Terreirão e Valão duraram mais de dez horas, quando PMs trocaram tiros com um dos bandos na Rua 1, mas não houve feridos.

Levantamento recente da polícia mostrou que cerca de 90 traficantes ainda atuam na comunidade de São Conrado, em cerca de 100 bocas de fumo. O faturamento mensal seria de cerca de R$ 6 milhões. A Civil investiga uma suposta disputa entre facções rivais pelo comando do tráfico de drogas na favela.

UPP anuncia a troca de 70 policiais da Rocinha

Setenta policiais que atuam na Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha — 10% do efetivo total, de 700 policiais — estão sendo trocados. O anúncio foi feito no último domingo pelo coronel Frederico Caldas, coordenador das UPPs, como medida para reforçar o patrulhamento. Segundo o oficial, os policiais estavam “retraídos” desde o surgimento do Caso Amarildo, auxiliar de pedreiro que foi torturado e morto na UPP. Os policiais se sentiam sem condições de atuar no policiamento local.

Segundo coordenador das UPPs, policiais estavam 'retraídos' desde o surgimento do Caso AmarildoEFE

“Os policiais estavam se sentindo acuados, intimidados. A gente compreende o que está acontecendo e decidiu fazer a troca”, comentou Caldas, durante o enterro do soldado Melquisedeque Basílio dos Santos, assassinado no Parque Proletário.

Segundo o coronel, os recentes enfrentamentos entre policiais e traficantes na região são resultados de uma nova forma de patrulhamento que vem sendo aplicado na comunidade. “O que a gente tem buscado é dar um reforço, na medida que os problemas vão surgindo. Os próprios comandantes das UPPs já sinalizaram que é necessário o reforço”, disse.

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