PM ocupa Favela da Carobinha

Violência entre traficantes e milicianos em comunidade da Zona Oeste fechou oito escolas

Por O Dia

Rio - A Polícia Militar ocupou, sem previsão de sair, a Favela da Carobinha, em Campo Grande, onde a violência de traficantes e milicianos provocou o fechamento de oito escolas, deixando mais de 3,7 mil alunos sem aulas durante três dias desta semana. Segundo o tenente-coronel Ronaldo Martins, comandante do 40º BPM (Campo Grande), além do patrulhamento e viaturas baseadas, incursões em conjunto com a Polícia Civil estão sendo feitas diariamente na comunidade.

“Estamos no terreno para proteger o cidadão de bem e não vamos sair. A situação hoje (sexta-feira) é tranquila e há dois dias não registramos tiroteios”, informou o oficial. As escolas locais abriram nesta sexta-feira normalmente, porém, segundo a Secretaria Municipal de Educação,a frequência foi de cerca de 20% dos alunos, pois muitos responsáveis estão com medo de mandar os filhos às aulas.

Sobre a possibilidade de ter mais homens para atuar na Carobinha, Martins disse que, por enquanto, não vê necessidade. “Se avaliarmos que precisamos de mais policiais, tenho todo o apoio do CPA (Comando de Policiamento de Área) para deslocar efetivo de outras unidades. Estou coberto em relação a isso”.

O DIA mostrou que, na quarta-feira, a diretora da Escola Professor Pacífico, Mônica Cristine Rodrigues, foi agredida ao chegar ao trabalho. Um rapaz em uma moto deu um tapa na diretora, o que chocou os colegas e alunos da unidade. Um dia antes, por causa de tiroteios, as escolas também não funcionaram. A 36ª DP (Santa Cruz) investiga os grupos criminosos que atuam na região.

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