Por cadu.bruno
Publicado 11/11/2013 12:20 | Atualizado 11/11/2013 21:21

Rio - A Polícia Civil prendeu na manhã desta segunda-feira 15 membros de quadrilha de estelionatários que aplicava golpes bancários no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Paraná. Segundo a polícia, a quadrilha é uma das maiores do país.

Entre os presos no Rio de Janeiro estão Rogério Manso Moreira, apontado pela polícia como chefe do bando, preso em casa, no bairro São Vicente, em Belford Roxo, e Rogério Vieira Ramos, ex-assessor de gabinete da Prefeitura de Belford Roxo. Segundo a polícia, o ex-assessor ajudava os bandidos a fechar contratos com o município.

Apontado como chefe da quadrilha%2C Rogério Manso Moreira%2C foi preso durante a operaçãoFabio Gonçalves / Agência O Dia

A escola Instituto Marcos Richardson, em Belford Roxo, que seria usada para lavagem de dinheiro pela quadrilha, estava prestes a ser vendida para a prefeitura por R$ 2 milhões.

“A princípio, trabalhamos com a hipótese de que algumas prefeituras são vítimas do esquema. Eles se aproveitavam do conhecimento que tinham para aliciar empreiteiras para a execução de algumas obras. Prometiam contratos em obras públicas mediante o pagamento de R$ 50 a R$ 200 mil. Só que o contrato nunca era assinado. Em seguida, eles utilizavam essas empresas para conseguir empréstimos milionários em instituições, utilizando laranjas como sócios”, explicou Felipe Curi, delegado titular da 54ª DP (Belford Roxo).

Documentos também foram apreendidos pelo delegado Felipe CuriFabio Gonçalves / Agência O Dia

Uma das formas de a quadrilha lucrar era por meio da compra de caminhões. “Foram comprados 82 caminhões, que eram alugados por até R$ 5 mil por mês”, destacou Curi.

Quadrilha é responsável por 554 estelionatários, diz polícia

Os agentes já cumpriram 11 mandados de prisão no Rio, dois no Espírito Santo, e um na Bahia. Uma pessoa foi presa em flagrante no Espírito Santo. A operação, batizada de Big Bang, continua para cumprir um mandado de prisão no Paraná e os mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça.

Segundo Felipe Curi, delegado titular da 54ª DP (Belford Roxo), a quadrilha é responsável por 554 estelionatos. Os integrantes do bando ainda são acusados de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsificação. De acordo com a polícia, eles teriam movimentado 37,7 milhões em golpes.

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