José Junior inocenta Fernandinho Beira-Mar de ataque às sedes do AfroReggae

Segundo coordenador da ONG, ordens foram dadas em retaliação à prisão do pastor Marcos Pereira

Por O Dia

Rio - O coordenador da ONG AfroReggae, José Junior, disse que Fernandinho Beira-Mar não teve envolvimento no ataque às sedes da ONG no Alemão e na Vila Cruzeiro, em julho deste ano. Júnior foi ouvido nesta quarta-feira por meio de videoconferência pela Comissão Disciplinar do Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Segundo a Polícia Civil, Beira-Mar e Marcinho VP, que estão presos em Catanduvas, deram a ordem de ataque ao AfroReggae.

José Júnior também disse que os ataques foram uma forma de retaliação à prisão do pastor Marcos Pereira, condenado a 15 anos de prisão por estuprar fiéis da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (Adud). Segundo o coordenador do AfroReggae, as irmãs de Marcinho VP também particaparam dos crimes. Recentemente, o religioso desistiu de mover ação de injúria e difamação contra José Junior.

José Junior acusou o pastor Marcos de ter encomendado ataquesSeverino Silva / Agência O Dia

Na ocasião, Júnior reiterou as acusações contra o pastor. “Está comprovado. Ele mesmo admite. Eu mantenho todas as denúncias que fiz”, disse. Ele também afirmou que não sabe o motivo de o pastor Marcos Pereira ter recuado. “Talvez, agora, algo de bom esteja acontecendo no coração desse homem”, ironizou.

No depoimento, José Junior disse que as irmãs de Marcinho VP, Silvia e Silvana, e o pastor Marcos também tiveram participação e disse que os ataques à ONG foram retaliação à prisão do pastor. Além de José Júnior, Rogério Menezes, responsável por projetos especiais da ONG, também prestou depoimento.

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