UPP do São Carlos é alvo constante de criminosos

Na madrugada de sexta, PMs foram encurralados por bandidos em local pacificado

Por O Dia

Rio - Inaugurada em maio de 2011, a Unidade de Polícia Pacificadora do São Carlos — que atende às comunidades da Mineira, do Zinco e do Querosene — têm sido alvo de ataques de criminosos. E a base da unidade foi a primeira do Rio a ser atacada por bandidos, no dia 12 de dezembro do mesmo ano, em represália à prisão de uma pessoa. Suspeitos dispararam tiros e jogaram pedras em direção ao telhado da sede da UPP.

Em agosto de 2011, PMs da UPP também foram atacados a tiros. Já em setembro deste ano, outro conflito ocorreu na localidade Ilha do Rato. Policiais patrulhavam a região e teriam sido atacados a tiros por criminosos. Os agentes revidaram e chegaram a atingir um suspeito na perna. Ele estava com uma pistola calibre 9 mm.

Madrugada tensa na Mineira

A madrugada desta sexta-feuira foi de tensão no Morro da Mineira, no Catumbi. Uma intensa troca de tiros entre policiais militares da UPP São Carlos e bandidos, que durou três horas, levou pânico aos moradores do local e também aos de bairros vizinhos, como a Tijuca. Segundo a Polícia Militar, o confronto começou quando oito agentes que patrulhavam a localidade Ilha do Rato foram surpreendidos com disparos de criminosos.

A sede da UPP do São Carlos%3A policiais foram surpreendidos por disparos e Bope teve que ser acionadoCarlos Moraes / Agência O Dia

Apesar de todo o esforço de pacificação, conflitos armados e ataques a policiais de UPPs têm sido frequentes. No confronto desta sexta, quatro PMs ficaram encurralados, e apesar do reforço de equipes do Fallet, Turano e Mangueira, eles só foram resgatados com a ajuda do Bope. Não houve presos.

De acordo com a PM, após o resgate dos quatro agentes, os policiais encontraram em uma casa vazia um carregador de fuzil AK 47 com 30 munições e cápsulas de fuzil 762 e de pistola 9 milímetros. Também foram achadas 150 munições de fuzil 762. Ainda segundo a polícia, havia rastros de sangue no local. O caso foi registrado na 17ª DP (São Cristóvão), para onde o material apreendido também foi levado.

Mesmo que o beco conhecido como Ilha do Rato fique no alto da favela, os tiros foram ouvidos até mesmo do Estácio e da Tijuca. “De meia-noite até uma hora foi muito intenso. Tinha muito carro de polícia. Só parou pouco depois que o Bope chegou”, disse o morador da Mineira, Gabriel Simas, 31. Moradora da Tijuca, a estudante Fernanda Costa, 19, também foi surpreendida com o tiroteio: “Ouvi muitos tiros pela madrugada. Fiquei assustada, pois foi a primeira vez que isso aconteceu”.

Últimas de Rio De Janeiro