PM reforça policiamento nas praias para evitar arrastões

Objetivo é evitar cenas como as vistas nesta semana

Por O Dia

Rio - A Polícia Militar começou a revistar passageiros de ônibus que passam pelas praias da Zona Sul do Rio de Janeiro em busca de armas e de menores de idade desacompanhados, que deverão ser encaminhados ao Conselho Tutelar.

Haverá policiamento em todos os finais de semana e feriados, das 9h às 19h, até o fim do verão. O reforço visa a evitar novas ocorrências de arrastões, como os registrados na semana passada.

Os militares vão patrulhar areias e calçadões com motocicleta, quadriciclo e viaturas convencionais. Uma delegacia móvel foi montada na Praia de Ipanema para atender aos banhistas vítimas de roubo ou furto.

Seguraça em praias da Zona Sul será reforçadaFernando Souza / Agência O Dia


A prefeitura do Rio iniciou uma operação especial de verão e aumentou a frota de ônibus que passam pela orla, para evitar a superlotação. A ação será repetida nos fins de semana e feriados, em especial aos domingos, até o fim da alta temporada, no dia 9 de março.

Devido ao tempo frio hoje e à previsão de chuva para o fim de semana pouca gente apareceu na orla. Ondas de até 2,5 metros devem atingir o litoral do Rio até amanhã, de acordo com o Centro de Hidrografia da Marinha.

Na sexta-feira da última semana, diversos menores foram apreendidos, após praticarem arrastões por toda a Orla da Zona Sul do Rio. Grupos concentraram os roubos no Arpoador, mas há relatos de crimes até em Copacabana. Banhistas que lotaram as praias com o feriado e o sol forte, acabaram passando por momentos de pânico nas areias.

Segundo a Polícia Militar, os adolescentes atacaram gritando, o que assustou banhistas e provocou correria. Com as vítimas assustadas, eles aproveitaram para pegar pertences no chão ou arrancar cordões do pescoço delas.

Menor é apreendido por guarda municipal após arrastão no ArpoadorSeverino Silva / Agência O Dia


Após um banhista ter relógio e cordão roubados, três suspeitos foram capturados por guardas municipais. No momento da detenção, Luis Felipe da Silva Romero, de 18 anos, tentava engolir os pingentes do acessório. Ele está preso. Os outros dois, menores de idade, teriam sido liberados após prestar depoimento, pois não havia indícios contra eles.

A idade média dos criminosos também colabora para que muitos não queiram registrar queixas. “Ele é adolescente, vou perder meu dia, me estressar e sei que pouco poderá ser feito”, disse a estudante Maria Rocha. Ela conversava com uma amiga ao telefone, quando um menor, de 13 anos, puxou o aparelho da mão dela, mas o deixou cair na fuga.

Últimas de Rio De Janeiro