Por thiago.antunes

Rio - A Região Metropolitana do Rio de Janeiro é a que concentra maior taxa de incidência de casos de HIV/AIDS no estado. Foram registrados 37,3 casos da doença por 100 mil habitantes na região em 2011. No mesmo ano, a menor taxa ficou com a Região Noroeste, que registrou 13,6 casos por 100 mil habitantes. O diagnóstico tardio ainda é uma grande preocupação, já que cerca de 40% das mortes causadas pela doença poderiam ser evitadas se o paciente descobrisse a infecção de forma precoce. Em 2012, 27,46% dos pacientes do estado demoraram a descobrir a doença. Na Região Noroeste, proporcionalmente, o número chega a 50% dos casos; na Região Centro-Sul, 42,31%; seguido das regiões Serrana (33,85%) e Metropolitana II (30,75%).

O diagnóstico e tratamento precoce ajuda não só a melhorar a qualidade de vida do paciente soropositivo, como diminui as chances, por exemplo, da contaminação vertical de mulheres grávidas para seus bebês. Em todo o estado, 30% das gestantes com a doença não usaram antirretrovirais no parto, o que poderia evitar a contaminação vertical, e 24% só souberam que eram soropositivas durante a gestação.

No intuito de aumentar o diagnóstico precoce, a Secretaria de Estado de Saúde pactuou com as secretarias municipais de saúde um plano de ação contra HIV/AIDS. Entre as ações municipais estão o prazo de 15 dias para resultado dos exames de HIV e, consultas em até sete dias para pacientes com resultado positivo da doença. No âmbito estadual, a SES vai ampliar acesso a ambulatórios para tratamento da doença e transformará o Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras, hoje referência no tratamento da tuberculose, em referência também para internação e atendimento ambulatorial da AIDS.

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