Por thiago.antunes
Rio - Mais duas viaturas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram submetidas à perícia no Instituto de Pesquisas e Perícias Genética Forense sob suspeita de envolvimento na morte do pedreiro Amarildo de Souza, de 47 anos. Inicialmente, material colhido em quatro carros havia passado por análises.
Os dois veículos foram à Rocinha, na madrugada do dia 15, por volta das 4h, pouco depois de o pedreiro desaparecer, na noite anterior. Vinte e cinco PMs foram denunciados à Justiça por tortura seguida de morte e ocultação de cadáver, entre eles, o major Edson Santos, ex-comandante da UPP.  A nova investigação aconteceu em função de depoimentos de policiais do Bope à 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
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Quatro viaturas já tinham sido periciadas, com o auxílio de luminol — substância que identifica sangue —, mas nada foi encontrado. Investigadores aguardam o resultado das avaliações feitas no GPS e rádios. Os policiais alegam que foram à Rocinha porque havia denúncia de que a UPP seria atacada, porém os peritos identificaram que os veículos trafegaram em média de 40 a 70 km/h, velocidade considerada baixa diante do chamado.