Por marlos.mendes

Mart'nália é atração no Rio e em NiteróiDivulgação

Não era preciso existir uma data específica para reunir sujeitos que não são ‘ruins da cabeça nem doentes do pé’. Mas é sempre bom lembrar que o samba é carregado de memórias históricas e culturais. Por isso, 2 de dezembro, amanhã, é comemorado o Dia Nacional do Samba. Os festejos pipocam pelo Rio: o mais tradicional deles é o Trem do Samba.

O evento, que tem quatro palcos, começa no próprio dia 2 e vai até 7 de dezembro. Entre as atrações que vão se apresentar em Oswaldo Cruz amanhã, está Almir Guineto, às 22h. O sambista Leandro Fregonesi se apresenta na terça-feira, às 22h. Quarta, é a vez de Rodrigo Carvalho, também às 22h.

O grupo Sururu na Roda e Jorge Aragão vão dominar a quinta-feira, a partir das 20h. Em palcos diferentes, as cantoras Mart’nália e Leci Brandão fazem show na sexta, às 22h. No sábado é que o festival tem seu auge: quatro trens e 32 vagões estão reservados para levar o público da Central do Brasil para a festa. Vão fazer shows, entre outros, o grupo Casuarina, às 21h, Paulinho da Viola, às 22h, e Arlindo Cruz e Sombrinha, às 23h.

“Esse é o nosso dia. A gente passa o ano inteirinho esperando por ele. Mais do que uma festa, é um dia de celebração dos nossos ancestrais”, afirma o cantor e compositor Marquinhos de Oswaldo Cruz, idealizador do Trem do Samba.

Este ano, Niterói se junta às comemorações da data em grande estilo. Mas a cidade antecipa a festa para hoje, com apresentações de Mar’tnália e Zé Katimba, da Imperatriz Leopoldinense, a partir das 16h, no Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Centro. Com curadoria e idealização do músico e compositor Marquinhos Diniz, filho do presidente de honra da Portela Monarco, o evento é um teste para a Barca do Samba, que vai ser realizada em 2014.

“Levei a ideia para o Arthur Maia (secretário de cultura de Niterói) e outras pessoas. Só que não tivemos tempo hábil para realizar o evento em 2013. Mas ano que vem está tudo certo. Vamos convidar Zeca Pagodinho, papai, meu irmão (Mauro Diniz) e outras pessoas para engrossar o pirão”, afirma Marquinhos Diniz, que também anuncia importantes rodas das casas de samba da cidade, como Toca da Gambá e Coisas da Antiga.

“Vai ser uma festa maravilhosa. O samba, que foi perseguido, agora tem data para ser comemorado. O samba, que só era cantado nos morros e nas senzalas, agora pode ser cantado no teatro. Hoje, o samba é de todo mundo. É uma cultura que pertence a todos”, empolga-se o curador.

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