Por thiago.antunes
Rio - A ‘montanha’ de drogas acumulada em depósito do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) pode, finalmente, ter um destino. Um dia após denúncia feita por O DIA, a Polícia Civil anunciou uma negociação entre o Departamento Geral de Polícia Técnico Científica (DGPTC) e o Tribunal de Justiça para a incineração do material. Neste sexta-feira, O DIA mostrou que o instituto armazena 12 toneladas de entorpecentes, frutos de apreensões policiais, e que estão numa fila de espera de três anos para ser destruídos.
Drogas apreendidas precisam de autorização para ser incineradas Paulo Alvadia / Agência O Dia

A polícia credita a demora à falta de autorização judicial para que o material seja incinerado. Nesta sexta-feira, o diretor do DGPTC, Sérgio Henriques, e a juíza da Corregedoria do Tribunal de Justiça, Adriana Moutinho, se reuniram para chegar a um acordo. Henriques vai encaminhar à magistrada relatório com 200 ocorrências de apreensões, para análise dos juízes e autorização de destruição.

Ele vai selecionar os registros mais antigos que estão armazenados no ICCE. A frequência com que as queimas serão feitas ainda não foi decidida. Mas, apesar do risco de se manter a grande quantidade de material no ICCE — vigiado por quatro peritos de plantão e um segurança patrimonial —, o relatório com os registros só será enviado ao Tribunal em janeiro, após o recesso de fim de ano do judiciário. A Polícia Civil afirma que o instituto tem segurança feita por empresa e por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).