Por thiago.antunes

Rio - Responsável pelo projeto Banda Larga e diretor da Sala Cecília Meirelles, João Guilherme Ripper diz que é preciso investir nas bandas civis que existem no estado — algumas delas foram fundadas no século 19. Nos dias 7 e 8, dez desses grupos vão se apresentar na Maratona de Bandas, no Teatro João Caetano.

—Quantas bandas existem no estado?

—Temos mais de 80 bandas civis, sendo que uma parte delas, pouco mais de 20, tem mais de cem anos.

—Como elas resistem esse tempo todo?

—É uma tradição de pai para filho, o lugar na banda é passado de geração em geração. Mas elas não são apenas uma agregação de músicos, têm uma função social, uma relação íntima com as peculiaridades e com a história da cidade. Tocam aos domingos, participam de momentos festivos, como o Carnaval e o Natal, mas também dos tristes, como os enterros. Muitas sobrevivem com ajuda das prefeituras ou de investimentos de empresas. Há também, claro, doações dos próprios músicos.

João Guilherme Ripper diz que é preciso investir nas bandas civis que existem no estadoJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

—Que tipo de incentivo o governo oferece para esses grupos ?

— Aqui no Rio temos o Projeto Banda Larga, da Secretaria Estadual de Cultura, que procura profissionalizar, por meio de cursos, os músicos de bandas civis do estado. E procuramos ensinar a parte de gestão, porque muitos músicos não tinham recursos para elaborar bons projetos. Neste ano, encerramos o projeto com 500 inscritos em oficinas que aconteceram em todo o estado.

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