Por thiago.antunes

Rio - A 30 dias de completar um ano da enxurrada que varreu Xerém, 150 casas ainda estão em áreas de risco, disse ontem o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso. Ainda de acordo com ele, dez delas virão abaixo até o Natal. Todas estão no Café Torrado, área mais atingida pela cheia do Rio João Pinto, em janeiro de 2013. Desastre deixou três mortos em 3 de janeiro.

O prefeito afirmou que os moradores foram notificados e que, se não quiserem deixar o imóvel, pedirá a interdição deles ao Ministério Público, com quem se reunirá na terça-feira. “A gente quer evitar a possibilidade de morte aqui”, argumenta Cardoso, que promete pagar aluguel social até sair a indenização paga pelo Inea.

O prefeito de Caxias%2C Alexandre Cardoso%2C às margens do Rio João PintoFabio Gonçalves / Agência O Dia

“Há também, pelo Minha Casa, Minha Vida, 178 apartamentos no bairro Nossa Senhora do Carmo, bairro a cerca de 20 km de Xerém, para essas famílias”, disse o prefeito. 

Alexandre Cardoso, o promotor José Marinho Paulo Junior e o engenheiro Irinaldo Cabral, do Inea, estiveram ontem na região para ver como será a nova calha do rio, mas não falaram com moradores, que, ao DIA, negaram ter recebido notificação ou tido seus imóveis avaliados. “Não me importo em sair daqui, só que não houve avaliação nem notificação. Se pagarem o justo, saio feliz”, disse Vera de Menezes, 51 anos.

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