Por thiago.antunes

Rio - Em vistoria feita nesta segunda-feira nas dependências do Hospital Federal do Andaraí, o vereador Paulo Pinheiro, presidente da Comissão de Saúde da Câmara, constatou denúncias publicadas pelo DIA, relatando irregularidades: desde a falta de médicos até alimentação precária fornecida aos doentes, além da escassez de medicamentos e roupas de cama.

Pinheiro informou que enviará nesta terça-feira um relatório sobre o que classificou de “situação mais que precária” ao restante da comissão e ao Ministério Público Federal (MPF-RJ), solicitando providências imediatas. “O próprio MPF constatou a agonia do Hospital do Andaraí, que já foi referência no Rio. Vamos sugerir que o órgão institua um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), conforme iniciativa do próprio MPF, mas com datas definidas para soluções”, adiantou Pinheiro.

Vereador Paulo Pinheiro viu irregularidades%3A ‘Parece mais um cortiço’Maíra Coelho / Agência O Dia

O vereador ouviu relatos dramáticos de parentes de pacientes espalhados em macas por corredores, com braços amarrados por gazes; goteiras e rachaduras no teto em diversos setores do hospital, como no CTI do segundo andar e na sala infantil do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ); aparelhos de ar-condicionado sem manutenção; cozinha fechada (a alimentação é fornecida por firma terceirizada) e alagamentos em pisos.

“No corredor da emergência do térreo havia oito pessoas em macas, seis com respiração assistida. No CTQ, no nono andar, o tio de Amanda Salazar, 8 anos, com queimaduras no rosto e braços, contou que havia goteira sobre a paciente. Uma senhora com problema pulmonar disse estar há 24 horas sem medicamento”, disse Pinheiro. Em nota, o hospital limitou-se a informar que a emergência registrou mais de 100 atendimentos de manhã, reconhecendo sobrecarga, “por não recusar atendimentos”, e que o CTQ passa por obras de modernização.

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