Por thiago.antunes

Rio - O principal suspeito de matar o comerciário e ex-aluno do Colégio Pedro II, Conrado Chaves da Paz, 19 anos, dia 1º, na Lapa, já tinha uma dívida com a Justiça. Condenado a cinco anos e quatro meses por roubo à mão armada, ele retirou, seis dias antes do crime, a tornozeleira de monitoramento e voltou às ruas. Na madrugada do assassinato, o jovem foi cercado por usuários de drogas e acabou levando uma facada no peito. Nesta segunda-feira, parentes celebraram, em Realengo, uma missa em homenagem a Conrado.

Conrado Chaves, de 19 anos, morreu com facada no coração, na LapaReprodução Internet

O acusado, que ainda não teve a prisão decretada pela Justiça — o primeiro pedido foi negado pelo juiz de plantão, com o argumento de fragilidade das provas —, participou de um roubo a celular, no final de 2012, nas proximidades da Avenida República do Paraguai, na Lapa. O local fica a poucos metros do número 500 da Avenida Chile, onde Conrado foi esfaqueado e teve seu celular roubado.

Na ocasião, o suspeito, que seria usuário de drogas, foi acusado de apontar uma faca na direção do peito de uma vítima e ameaçá-la durante o roubo. O rapaz, que não se feriu, teve o celular, dinheiro e documentos levados. Após pedir ajuda a policiais militares, o suspeito foi encontrado e reconhecido. A faca foi achada dentro de uma mochila e ele, preso em flagrante, levado para a 5ª DP (Mem de Sá). 

Julgado, o suspeito foi condenado a mais de cinco anos de prisão, mas, em meados de 2013, ganhou o direito de cumprir a pena em Prisão Albergue Domiciliar (PAD). A tornozeleira, que serve para mostrar a localização do detento, foi instalada em novembro. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, foi rompida em 24 de novembro, o que configurou a fuga.

Novo pedido de prisão já foi pedido ao MP

Nesta segunda-feira, em Realengo, Zona Oeste do Rio, familiares e amigos de Conrado realizaram na Paróquia São José Operário a missa de sétimo dia do comerciário. No dia do crime, o jovem comemorava seu novo emprego. A Divisão de Homicídios (DH) encaminhou, na última sexta-feira, ao Ministério Público, um novo pedido de prisão do suspeito e, agora, aguarda decisão judicial, que deverá sair nos próximos dias.

A DH também investiga a morte do comerciante Gérson Vaz, 64, assassinado na madrugada de sexta-feira, durante uma tentativa de assalto a seu bar, na esquina das ruas do Riachuelo e Lavradio, na Lapa. A delegacia está analisando imagens que possam identificar os assaltantes.

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