Por thiago.antunes

Rio - Familiares de Paulo Roberto Pinho de Menezes, de 18 anos, morto asfixiado na madrugada de 17 de outubro, segundo perícia, fizeram manifestação nesta terça-feira na Favela de Manguinhos para pedir a prisão dos cinco PMs da UPP local indiciados pelo assassinato do jovem. Também ontem estava marcada a reconstituição do crime, mas a Polícia Civil teve dificuldade de reunir todas as testemunhas. A simulação foi adiada e ainda não tem data para acontecer.

“Queremos a reconstituição para que o primeiro passo para fazer justiça pela morte do meu filho seja dado. Esses cinco policiais são responsáveis, mas ainda tem pelo menos 15 PMs envolvidos. Há 15 dias, ficaram nos ameaçando com gritos na nossa rua, dizendo que iam ‘matar’, ‘atirar’”, relatou a mãe de Paulo Roberto, Fátima Pinho de Menezes, de 39.

Moradores de Manguinhos fizeram ato na Avenida Leopoldo BulhõesAlexandre Brum / Agência O Dia

Segundo o Comando de Polícia Pacificadora (CPP), qualquer pessoa que se sinta ameaçada deve procurar o comandante da UPP, a Ouvidoria de Polícia, a Corregedoria da corporação ou ainda o Disque-Denúncia, através do telefone: 2253-1177. 

O delegado-titular da 21ª DP (Bonsucesso), José Pedro da Costa, pediu a prisão temporária dos cinco PMs indiciados: José Luciano da Costa Neto, Rodrigo da Costa Tavares, José Cardoso de Araújo Junior, João Paulo da Silva da Rocha e Jefferson Albuquerque Pinto. Entretanto, a prisão não foi decretada ainda pela Justiça.

De acordo com o CPP, os militares estão fora das ruas e trabalhando em serviço interno dentro do comando. Um Inquérito Policial Militar também está em andamento para apurar a morte de Paulo Roberto durante abordagem num beco.

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