Por thiago.antunes

Rio - O Rio de Janeiro vai ser o ponto de partida de um projeto que vai investir R$ 16 bilhões em programas de esportes e atividades físicas para crianças e jovens. A iniciativa foi anunciada nesta terça-feira no evento promovido pela fundação do ex-presidente americano Bill Clinton, no Copacabana Palace. 

A Nike será uma das empresas a financiar o programa. Segundo o presidente e CEO da empresa, Mark Parker, o Brasil perde R$ 27 bilhões por ano por ter a sociedade menos ativa da América Latina: “Estamos lidando com a geração menos ativa da história. Isso traz consequências físicas, produtivas, sociais, emocionais e acadêmicas. Os custos com saúde também aumentam”.

Segundo o executivo da Nike, outras nove empresas vão participar do programa, desenvolvendo projetos que visam criar experiências positivas para crianças em esportes e atividades físicas. As dez companhias devem direcionar até US$ 16 milhões em três anos. “Queremos disseminar essa prática a partir do Rio. Estou aqui para representar o nosso compromisso de resolver essa epidemia global”, disse o executivo da Nike Em fevereiro, a Nike firmou compromisso semelhante, nos Estados Unidos, com a primeira-dama Michelle Obama.

Angélica Fuentes ressalta o papel da mulher em eventoFernando Souza / Agência O Dia

Angélica Fuentes, CEO do grupo mexicano Omnilife e Angelíssima, afirmou que um país educado tem melhor futuro, mas que é preciso aumentar a participação das mulheres. “Se dermos mais poder à mulher, ela vai gastar de 60% a 75% do dinheiro dentro de casa. Assim, vemos as taxas de analfabetismo caírem, pois mulheres investem mais em Educação”, disse, referindo-se a um projeto da empresa na Guatemala.

O CEO do BTG Pactual, André Esteves, também participou do painel “Mobilizando para o futuro”, que encerrou o evento, destacando o papel dos bancos de desenvolvimento na América Latina. O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, mediou as discussões.

Ministra critica países ricos

No evento promovido pela fundação Clinton Global Initiative, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, criticou a postura dos países ricos em relação à sustentabilidade.“Ao contrário do que se tem dito, não há uma ausência de ideias e de sugestões, o que falta é vontade política. Ou nós trabalhamos com exemplos concretos ou vamos fazer um show da Broadway da sustentabilidade. Se os países ricos não compartilharem seus aprendizados, jamais teremos uma geopolítica sustentável”.

A ministra disse ainda que países desenvolvidos não apenas estão fugindo da pauta ambiental. Ela citou uma apreensão de pesca ilegal no litoral brasileiro. “Eram toneladas e toneladas de pesca ilegal no limite entre águas brasileiras e internacionais.Ou se fiscaliza e fecha mercados ou não haverá como lidar com esse fenômeno global”, argumentou a ministra, elegendo a pesca como um dos assuntos mais sensíveis ao problema ambiental.

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