Por marcello.victor
Publicado 12/12/2013 08:07 | Atualizado 12/12/2013 10:28

Rio - Equipes da Prefeitura do Rio atuaram em regime de força-tarefa na madrugada desta quinta-feira, em sete dos 13 bairros mais afetados pelas chuvas na Zona Norte do Rio. O chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, coordenador da operação, se reúne às 7h com secretários das pastas envolvidas para avaliar o trabalho e definir as ações prioritárias desta manhã.

As bacias da Baía de Guanabara e de Jacarepaguá estão em Estágio de Atenção - o segundo nível na escala de quatro - desde às 11h10 de quarta-feira. A previsão do tempo é de chuva fraca a moderada para as próximas horas.

Retroescavadeiras e pás mecânicas usadas pelos funcionários da prefeituraOsvaldo Praddo / Agência O Dia

De acordo com Pedro Paulo Carvalho, a Prefeitura do Rio estabeleceu como prioridade para o início dos trabalhos da força-tarefa na noite de quarta-feira os bairros de Irajá, Acari, Pavuna Jardim América, Anchieta, Parque Columbia e Fazenda Botafogo. Cerca de 400 funcionários e 50 caminhões e máquinas retroescavadeiras e pás mecânicas foram empregados.

Pela manhã, o serviço deve se concentrar em Guadalupe, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cordovil, Manguinhos e Complexo do Alemão, as outros seis regiões da cidade consideradas em situação crítica na Zona Norte.

"O objetivo é normalizar a rotina dessa região trabalhando de madrugada para diminuir os transtornos, fazendo com que a cidade amanheça mais limpa", explicou o coordenador da força-tarefa. Segundo ele, a região foi a mais afetada da cidade pelas chuvas devido ao transbordamento de cinco rios: Cachorros I e II, Acari, Lucas e Irajá. Ainda de acordo com o chefe da Casa Civil, equipes também atuaram no desassoreamento e na desobstrução deles.

Colchões foram abandonados nas calçadas e em barricadas no meio da rua por moradores que tiveram as casas invadidas pela águaOsvaldo Praddo / Agência O Dia

Na Pavuna, o cenário era de caos. Nas ruas Maria Joaquina e Honório Hermeto, equipes da Comlurb usaram caminhões e retroescavadeiras para retirar móveis, utensílios domésticos e galhos. Dezenas de colchões foram abandonados nas calçadas e em barricadas no meio da rua por moradores que tiveram as casas invadidas pela água. Ainda havia marcas de água de cerca de um metro de altura nas paredes de imóveis, provocadas pelo alagamento.

Uma barraca de venda de caldo de cana foi destruída. O muro da casa número 332, da Rua Maria Joaquina, desabou. Também havia muita lama e lixo nas ruas. Alguns bolsões ainda persistiam em Acari e na Avenida Brasil, quase 24 horas depois da tempestade do fim da madrugada de quarta-feira.

>>>GALERIA: Bairros alagados e caos no Rio

Na noite de quinta-feira, o prefeito Eduardo Paes esteve na Região Administrativa de Irajá, que está sendo utilizada como base operacional da força-tarefa. Além da Comlurb o efetivo é formado por funcionários das secretarias de Conservação, Desenvolvimento Social e Obras; Defesa Civil, Guarda Municipal e Subprefeitura da Zona Norte

Estado registra duas mortes

Pelo menos duas pessoas morreram arrastadas pela enxurrada em decorrência da chuva forte no Rio nesta quarta-feira. Ambos os casos foram registrados na Baixada Fluminense. O corpo de um jovem de 18 anos, que caiu em um rio, foi resgatado em Belford Roxo. O cadáver de um homem de cerca de 50 anos foi encontrado boiando no Rio botas, em Nova Iguaçu.

Paredes de imóveis ainda têm marcas de água de cerca de um metro de alturaOsvaldo Praddo / Agência O Dia

Até às 21h, 200 pessoas estavam desalojadas e 50 desabrigadas no município do Rio. Segundo balanço da Defesa Civil foram registradas 618 notificações em decorrência da chuva. No Estado do Rio, 2.050 famílias estavam desalojadas, de acordo com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

Rios da Baixada e Norte-Noroeste Fluminense preocupam

Moradores do Norte-Noroeste Fluminense e da Baixada Fluminense terão uma quinta-feira de apreensiva. Pelo menos sete rios dessas regiões estavam em estado de alerta máximo até às 7h. O Rio Quitandinha, em Petrópolis, na Região Serrana, apresenta o mesmo quadro.

Segundo o Sistema de Alerta de Cheias do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Rio Muriaé, que corta os municípios de Itaperuna, Laje de Muriaé, Italva e Cardoso Moreira, no Norte-Noroeste Fluminense, é um dos que mais preocupam. O Rio Carangola, em Pociúncula, e Itabapoana também estão em alerta máximo. Outros rios da região estão com estágio de Atenção.

Na Baixada Fluminense, a preocupação é o Rio Sarapuí, que também corta quatro municípios da região (Duque de Caxias, Mesquita, Belford Roxo e Nilópolis). o Rio Capivari, que cruza Belford Roxo e Duque de Caxias, também está com grande volume de água. Os rios Pavuna e iguaçu está em estágio de Alerta, e o Botas e Inhomirim em estágio de Atenção.

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