Por thiago.antunes

Rio - O vice-governador Luiz Fernando Pezão já está pensando em quem gostaria de ter a seu lado quando assumir o Palácio Laranjeiras em abril, com a saída do governador Sérgio Cabral. Em entrevista ao programa ‘Jogo do Poder’, que vai ao ar neste domingo às 23h15, na CNT, Pezão citou nomes de dois colaboradores de Cabral que gostaria de manter, admitiu que já está se movimentando para trazer o PV para sua pré-campanha ao governo e adiantou que, se eleito, criará a Secretaria da Região Metropolitana.

Os dois nomes que serão mantidos na administração Pezão quando Cabral for cuidar da candidatura ao Senado são os chefes de Gabinete do vice-governador, Vicente Guedes, e do secretário de Governo (Wilson Carlos), Affonso Monnerat. Guedes já foi prefeito de Rio das Ostras e de Valença. Monnerat já governou Bom Jardim. A permanência de dois amigos de Pezão, que já administraram cidades fluminenses, motivou a turma que gosta de um apelido a chamar a gestão Pezão de ‘República dos Prefeitos’.

Pezão ainda resiste à piada, mas admitiu na entrevista: “Eu nunca escondi que sou um municipalista. A pessoa que passa por uma prefeitura é muito testada. Mas tem outras pessoas que eu tenho muita vontade que trabalhassem ao meu lado, muita gente de outros partidos que eu queria consultar, ouvir...”

Foi aí que o vice-governador explicou que tem, pelo menos, três nomes de verdes que gostaria de ter por perto — e fora da lista de adversários, claro: Gilberto Gil, Fernando Gabeira e Aspásia Camargo. “Tenho trabalhado muito para, se eu for candidato, ter o apoio do PV”, disse Pezão, que agora está com a estranha mania de falar na condicional sobre sua candidatura.

O pré-candidato do PMDB também falou da convicção que tem de, se for eleito, criar uma Secretaria da Região Metropolitana. “A gente vai ter que ter isso muito forte no próximo governo, qualquer candidato: ter uma Secretaria da Região Metropolitana. A gente vai ter que envolver esses 20 prefeitos num grande órgão. Tenho estudado muito a Região Metropolitana. (Isso) Vale para todas as áreas: Educação, Transporte, Saneamento. Não adianta a gente pensar só na cidade do Rio sem pensar na Região Metropolitana. Gosto muito de conversar isso com a Aspásia”, entregou Pezão.

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