Por thiago.antunes
Rio - Ao apagar das luzes de 2013, a novela envolvendo a área do antigo Museu do Índio, no Maracanã, teve mais um capítulo. A juíza da 7ª Vara Federal, Aline Alves de Melo Miranda Araújo, reconheceu no dia 20 a propriedade do governo estadual sobre o imóvel. Mas a sentença prevê a destinação para a difusão da cultura indígena.
E é aí que mora o perigo. Enquanto a maioria dos líderes da Aldeia Maracanã defende a construção de um Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas, 50 pessoas, lideradas pelos Guajajaras, reivindicam a permanência no local. O grupo é formado na maioria por punks e está acampado em frente ao estádio Mário Filho. “A ‘tribo’ de punks que está fazendo esta bagunça não tem nada a ver com a causa indígena”, disse o líder Guarapirá Pataxó.
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Segundo ele, o povo Pataxó está muito feliz com o projeto do centro cultural. “Este é um desejo antigo. Assim, punk não é índio. E os Guajajaras cismaram de se juntar com eles. Aí a discussão virou política partidária. E para nós o que interessa é preservar a nossa identidade e cultura”, afirmou. Já o líder Urutau Guajajara se queixa que não foi convidado para as reuniões que decidiram o futuro do local. Ele e o grupo de punks reivindicam a permanência dentro do terreno, que está vigiado 24 horas pela polícia.