Por thiago.antunes

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) denunciou à Justiça, na quarta-feira, o ex-policial militar Denys Almeida de Oliveira, apontado como responsável pela execução a tiros de Fellipe Tavares Caetano, durante uma incursão no Morro 94, em São Domingos, Niterói. Na época lotado no 12º BPM (Niterói), Denys é acusado de ter forjado um auto de resistência, colocando na mão da vítima uma arma de baixo calibre com munições. De acordo com a denúncia, ele também removeu o corpo do local do crime para dificultar as investigações e a perícia.

Apontado como miliciano e integrante de grupo de extermínio em São Gonçalo, Denys foi expulso da corporação.

A denúncia pelo crime de homicídio foi proposta pela 4ª promotoria de Justiça de Investigação Penal da 2ª Central de Inquéritos e encaminhada para a 3ª Vara Criminal de Niterói (Processo nº 0011325.8.19.0002). Também foi requerida medida cautelar em desfavor do acusado. A vítima era conhecida do denunciado. Fellipe foi preso em março, acusado de envolvimento com drogas. A ocorrência foi registrada, na época, na 74ª DP (São Gonçalo). A prisão foi feita pelo denunciado quando ele ainda era PM.

"O denunciado foi o único policial militar que desferiu disparos de arma de fogo contra a vítima desarmada, sendo que o denunciado e seus colegas de farda levaram-na diretamente para o Hospital Universitário Antonio Pedro. Além de desfazerem o local da execução, o denunciado procurou fazer o o registro de ocorrência na 76ª DP fazendo crer que a vítima fatal era desconhecida, o que não era verdade, uma vez que o denunciado já havia prendido em flagrante delito a vítima por porte de drogas, no dia 20 de março, conforme demonstra o RO 074-01478", aponta trecho da denúncia.

Ainda segundo o texto, o ex-PM tem diversos registros em delegacia e é réu em processos criminais instaurados no Tribunal do Júri de São Gonçalo (4ª Vara Criminal) e no Tribunal do Júri de Niterói (3ª Vara Criminal de Niterói). Ele também já foi denunciado pela 4ª PIP em razão de ter executado um adolescente no Morro do Palácio, em 2004, na companhia dos mesmos policiais militares, quando efetuou dez disparos de fuzil contra a vítima desarmada.

Nos processos constam, ainda, informações de que o denunciado integra uma milícia em São Gonçalo, atuando no ramo de segurança privada.

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