Por tabata.uchoa
Rio - Para quem olha pela primeira vez, parece malabarismo circense. Mas nada mais é do que a adaptação dos movimentos da ioga em cima da prancha do stand up paddle (surfe com remo). Chamada de SUP Ioga, a atividade desafiadora já é febre nos Estados Unidos e promete ser a sensação do verão carioca. O esporte exige concentração e equilíbrio. Só que os adeptos desta ‘ioga flutuante’ encontram muito mais do que autoconfiança e consciência corporal.
“A prática não visa só ao autoconhecimento como a ioga, mas tem o intuito de divertir, de se sentir bem. Além do mais, tem todo o lifestyle (estilo de vida saudável), de a pessoa remar vendo o Pão de Açúcar. É perfeita para se fazer no Rio”, explica o instrutor Pedro Salazar, que dá aulas de SUP Ioga no Posto 6 de Copacabana.
Pedro Salazar%2C instrutor de SUP Ioga%2C faz malabarismos sobre a prancha especialJoão Laet / Agência O Dia


A prancha usada para esta modalidade é um pouco mais larga do que a do stand up paddle normal, para dar mais estabilidade ao praticante. Não há restrição de idade para a atividade. "Fazemos poucas posturas. Antes de entrar no mar, dou noções de alinhamento e torções. Mostro como subir na prancha e puxar o remo sem cair. Se a pessoa não sabe nadar, pode usar o colete. A segurança vem em primeiro lugar”, conta o instrutor.

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Para muitos adeptos da novidade, que custa R$ 50 a hora, a recompensa depois de tanto esforço vem no final, com o relaxamento no meio do oceano. “O mar de Copa não tem muita onda e você sai de lá com as energias renovadas”, diz Pedro.
Fora do mar, uma ‘prancha’ de rodinhas que foi moda nos anos 70 e volta a fazer sucesso com a garotada são os mini cruisers. Também chamado de ‘fish’, pelo formato similar a um peixe, o skate tem rodas maiores, que possibilitam um bom desenvolvimento nas ruas. Com 55 cm de comprimento, cabe dentro da mochila. Além da praticidade, o equipamento, que custa a partir de R$ 240, é feito com material de plástico resistente e chama atenção por suas cores vibrantes.
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“Muitos skatistas estão trocando o longboard porque o mini é mais prático para andar no shopping, ir para a escola, passear. Apesar de ele não ser recomendado para iniciantes por não dar muita estabilidade, a pessoa aprende a andar em uma ou duas semanas”, garante Wagner Klaes, da QG Skateshop.
Outra novidade de duas rodas no verão é o Segway, veículo elétrico e não poluente que funciona com o movimento de inclinação do corpo para frente e para trás. O transporte, que é conhecido no mundo todo para policiamento, também serve agora para o lazer e o turismo. Por valores que variam entre R$ 40 e R$ 180, a EasyWay oferece passeios pela orla de Copacabana, no Parque Nacional da Tijuca, no Parque do Flamengo e na Lagoa Rodrigo de Freitas. As rotas são acompanhada por monitores bilíngues certificados.
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Samba e rock em novo estilo
A estação mais quente do ano também vai agradar os ouvidos de cariocas e niteroienses. O centenário Armazém do Senado, na Lapa, traz o Grupo Samba Enredo, com uma roda de samba diferente. Todo primeiro sábado do mês, das 14 às 18 horas, os músicos que tocam juntos há cinco anos apresentam um repertório só de sambas-enredo que fizeram a história do carnaval carioca.
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“Existe uma legião de adoradores deste tipo de samba e nenhum lugar para ouvi-los, nem mesmo em rádios. Cantamos sambas antológicos de grandes compositores, como Silas de Oliveira e Mano Décio. Acreditamos que o samba guarda sua essência e conta a história do próprio samba, das agremiações, do Rio e do Brasil nesses sambas-enredo”, afirma o músico Daniel.
Do outro lado da Ponte, o Espaço Retrô, no Centro de Niterói, tem atraído público com o projeto ‘Sexta do Rock’. O casal Mauro Macedo Cecchetti e Lúcia de Fátima Diniz Feijó aposta no ‘rock de calçada’. Mauro alterna a apresentação de suas bandas, a Dona Edna e a Burn, na porta e na calçada do local. O evento ganhou mais projeção quando o filho do casal, Nickolas, de apenas 13 anos, passou a se apresentar há três meses. O jovem faz dueto com o pai, também músico, e já ganhou até fãs.
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O advogado Rodrigo Tinoco decidiu ir ao Espaço Retrô e se tornou cliente. “Vale a pena ver o show e participar do ‘Quiz do Rock’, uma brincadeira com perguntas sobre rock. Quem acerta ganha uma cerveja importada”, diz ele.