Por bferreira
Rio - Mário, que Mário? Aquele que não está no berçário. O nome de atores, cantores, escritores e do jornalista que batiza o Maracanã (Mário Filho) tende a desaparecer. No segundo semestre de 2013, apenas um Mário nasceu nas maternidades da prefeitura.
Na Casa de Saúde São José, no Humaitá, que tem uma das principais maternidades privadas da cidade, o panorama é o mesmo: um solitário Mário em 2013, nenhum em 2012. “Pelo jeito, os Mários vão sumir”, diz a supervisora do berçário, Alessandra Souto.
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A brincadeira
Autor de ‘Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo’, Mário Magalhães, 49 anos, diz que a nova geração de xarás sucumbiu à brincadeira que rima seu nome à prática de sexo atrás do armário. Ele sequer pensou em chamar de Mário seu único filho homem. “Seria sadismo”, ri. Ressalta que os Bráulios também sumiram depois que o nome virou sinônimo de pênis em campanha oficial.
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Em desuso
O escritor Mario Prata, de 67 anos, que escreveu livros como ‘Schifaizfavoire’, novelas e seriados, discorda da influência da piada. Para ele, Mário envelheceu, saiu de moda. Afirma que o mesmo aconteceu com nomes como Alberto, Luiz, Geraldo, Fernando, Jorge e Sérgio. Esses nomes não são maioria nas listas das maternidades, mas ainda estão por lá. Já os Mários... Cadê os Mários?
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