Sobe para nove número de baleados em tiroteio em Copacabana

Agressor foi operado no Hospital Miguel Couto, na Gávea e segue em estado estável. O comandante do 19º BPM (Copacabana) e uma criança de 7 anos estão entre os feridos

Por O Dia

Rio - Nove pessoas ficaram feridas após troca de tiros na esquinas das ruas República do Perú e Nossa Senhora de Copacabana, minutos antes da queima de fogos começar. Entre os baleados está o comandante do 19º BPM (Copacabana) Coronel Ronal Santana. O tiroteio foi iniciado após policiais militares atenderem ao pedido de socorro de uma mulher que estava sendo agredida pelo marido. Rosilene de Azevedo, 37 anos, contou que seu esposo Adilson Rufino, de 34, já havia bebido em excesso quando começou a sufocá-la por ciúmes na frente dos filhos do casal. "Ele perdeu o controle, se transformou", disse. O homem levou vários tiros e foi encaminhado para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, onde foi operado e segue em estado estável.  

De acordo com PMs que estavam na ocorrência, ao ver a violência, alguns homens - entre eles o comandante do 19º BPM - teriam entrado em luta corporal com o agressor, que mesmo imobilizado conseguiu desarmar o oficial e realizar disparos a esmo. Os tiros foram revidados pelos PMs e causaram "corre-corre" nas vias próximas. O comandante foi liberado durante a madrugada após ser atendido no Hospital Copa D'or.

Mulher acusa polícia de truculência

A truculência da ação policial foi alvo de Rosilene. "Houve excesso. Vários PMs agrediram um homem sozinho e nem assim tiveram sucesso. Foram pelo menos 10 disparos no meio de uma via pública", disse em lágrimas a moradora de Petrópolis que estava no Rio apenas para o réveillon. "Meus filhos terão que conviver para sempre com esta cena". De acordo com ela, Adilson nunca havia a agredido. Segundo os PMs, ele portava cocaína e deveria estar drogado.

Entre os feridos há uma criança de 7 anos baleada no tórax, um jovem de 15 anos identificado como Renato, que foi atingido na mão e duas mulheres, uma de 60 e outra de 20, ambas baleadas. Um policial militar também foi atendido no hospital de corporação e a operadora de call center Lucy Silva, de 43, também foi atingida pelos disparos. Todos passam bem.

Minutos antes de ser baleado, em entrevista ao DIA, o comandante definiu o evento como uma 'calmaria'. "Tivemos poucas ocorrências. Todas isoladas, sem arrastões ou algo do tipo. A maioria de furtos de cordões, joias e celulares. Um sucesso para as proporções do evento", disse. Até as 7h, a PM não havia divulgado balanço do número de ocorrências na região.

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