Homem que trocou tiros com PMs em Copacabana continua em estado grave

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, apesar de ter apresentado leve melhora, ele ainda não tem previsão de alta

Por O Dia

Rio - Adilson Rufino da Silva, de 34 anos, que trocou tiros com policiais em Copacabana a poucos minutos da virada do ano, segue internado no CTI do Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, nesta quinta-feira, ele apresentou uma leve melhora, porém seu estado de saúde ainda é considerado grave. 

As demais vítimas internadas no Hospital Miguel Couto já receberam alta. A troca de tiros culminou em 12 pessoas feridas, entre elas uma criança de 7 anos. Policiais e testemunhas, contaram que Adilson teria tentado enforcar a mulher. Os PMs foram separar o casal, mas o homem entrou em luta corporal com eles e pegou a pistola calibre 40 que estava no coldre na perna de um dos policiais, disparando aleatoriamente.

Os PMs revidaram e atingiram Adilson sete vezes, inclusive quando ele já estava caído, segundo testemunhas. Investigadores da 12ª DP (Copacabana) recolheram quatro armas dos policiais. Oito PMs, duas vítimas e testemunhas foram ouvidos ontem. A polícia vai requisitar imagens das câmeras de segurança e pode pedir exame toxicológico do acusado.

Renato%2C 15 anos%2C ferido no ombro no tiroteio de CopacabanaPaulo Araújo / Agência O Dia

Entre as vítimas está Renato Resse, de 15 anos, que foi atingido no ombro. Ele afirmou que viu a confusão, mas pensou que o primeiro disparo fosse barulho de fogos. "Vi as pessoas deitando no chão. Quando me agachei, o tiro pegou no meu ombro. Percebi que estava sangrando e comecei a pedir socorro", disse. O jovem que resaltou o desespero das pessoas, correndo de um lado para o outro por conta da quantidade de tiros. "Nasci de novo no primeiro dia do ano", afirmou. 

Ação da PM é criticada

Rosilene contou que seu marido, Adilson, já havia bebido em excesso quando, numa crise de ciúmes, começou a sufocá-la na frente dos filhos do casal. “Ele perdeu o controle, se transformou”, lembrou.

A truculência da ação policial foi alvo de críticas por parte de Rosilene. “Houve excesso por parte da polícia. Vários PMs agrediram um homem sozinho e nem assim tiveram sucesso. Foram pelo menos 10 disparos no meio de uma via pública lotada”, disse, em lágrimas, a mulher.
“Meus filhos terão que conviver para sempre com esta cena”, complementou. De acordo com ela, Adilson nunca havia a agredido. O casal vive em Raiz da Serra, distrito de Duque de Caxias, e estava no Rio apenas para ver os fogos.

Adilson continua internado no Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, onde foi operado, após dar entrada com várias lesões no corpo. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio a agressão à mulher (Lei Maria da Penha).

A Corregedoria da Polícia Militar abriu nesta quinta-feira um inquérito policial militar para investigar as circunstâncias do tiroteio.

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