'PMs erraram quando atiraram', diz mulher do atirador de Copacabana

Rosilene Azevedo acusa PMs de excesso ao apartar a briga do casal, mas não se arrepende de ter pedido ajuda aos policiais

Por O Dia

Rio - Rosilene Azevedo, de 37 anos, mulher de Adilson Rufino, de 34 anos, que está internado no CTI da Unidade Coronariana do Hospital Miguel Couto, disse que está sendo impedida de visitar o marido. O homem está sob custódia policial por tentativa de homicídio e enquadrado na Lei Maria da Penha. Ele levou sete tiros de policiais militares na noite de Réveillon em Copacabana, quando os PMs tentaram apartar a briga dele com a esposa. Na ocasião, Adilson estava sufocando Rosilene na frente dos filhos.

Local do tiroteio%2C na esquina da Nossa Senhora de Copacabana com a Rua República do Peru%2C foi isoladoJoão Laet / Agência O Dia

"Só consegui visitá-lo por cinco minutos porque eu discuti com os policiais e briguei para entrar. Ele me pediu desculpas por ter estragado o meu Réveillon e o do nossos filhos", contou.

Minutos antes do show pirotécnico, a mulher havia pedido ajuda para conter a agressão do  pedreiro Adilson que estava discutindo com a mulher por ciúmes. De acordo com os PMs que estavam no local, a mulher os procurou e teria dito que o marido havia usado cocaína. No entanto, ela nega que ele teria feito uso da droga. 

Quando os PMs conseguiram imobilizá-lo, Adilson pegou a arma do coldre de um dos PMs, foi para o meio da rua e começou a atirar a esmo. Os disparos ocorreram na esquina com a Rua Repúplica do Peru com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 12 pessoas foram atingidas, entre elas, uma criança de 7 anos.

A mulher criticou a ação da PM e disse estar muito abalada com tudo o que aconteceu. "Eu entendo o erro do meu marido, que estava exaltado discutindo comigo, mas os policiais erraram no momento que dispararam os tiros. Era uma grande festa em Copacabana e não era para terem usado armas de fogo. Querem jogar na conta do meu marido, mas graças a Deus a verdade está vindo à tona. Já sei que os tiros que atingiram as vítimas saíram das armas dos outros PMs", concluiu.

Apesar de ter defendido o marido, ao ser questionada se ela se arrepende de ter pedido ajuda para conter a agressão, Rosilene afirma que não. "Poderia ter acontecido algo pior". A mulher informou que vai buscar um defensor público para conseguir autorização oficial para as visitas e, segundo ela, Adilson sempre foi um ótimo pai, marido, amigo e trabalhador.

Edição: Bianca Lobianco

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