Por bianca.lobianco

Rio - A Polícia do Rio, pelo menos por enquanto, não vai aceitar que o pichador Pablo Lucas Faria se entregue em Uberaba, Minas Gerais, onde mora. A proposta foi feita pelo advogado Sérgio Hebert da Silva Fonseca, que afirma que seu cliente está com medo de ter que se apresentar na capital carioca, por causa da repercussão do caso. Pablo, de acordo com a defesa, está “arrependido e sua família, arrasada”.

Pablo Lucas Faria está com medo de voltar ao Rio de JaneiroDivulgação

"Estou tentando negociar com o delegado. É mais fácil para a gente que ele se entregue aqui (em Uberaba). Mas acho que vão querer que seja mesmo no Rio. Preciso conversar com ele. Aconselho, mas não posso obrigá-lo a ir ao Rio”, afirmou o advogado, que foi contratado pela mãe de Pablo. Segundo Fonseca, ela ficou “desesperada” ao ver a foto do filho no jornal. “Eles são de uma família simples. Não são ricos”.

Pablo foi identificado como um dos autores das pichações das estátuas de Carlos Drummond, em Copacabana, Zózimo do Amaral, no Leblon, e do monumento de Estácio de Sá, ocorridas no mês passado. Ao contrário do que foi informado pela polícia, ele não é empresário. Mas vende roupas de marca em casa.

O titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), José Fagundes, informou, por meio da assessoria, que a presença de Pablo no Rio é essencial, porque ele precisa fazer perguntas que são importantes para o inquérito.

O delegado regional de Polícia Civil em Uberaba, Francisco Gouveia Motta, disse que não tem como ouvir o depoimento de Pablo enquanto não for enviada uma carta precatória para ele autorizando a ouvir o depoimento de Pablo. “Já falei com o advogado dele que não adianta negociar comigo, porque o crime ocorreu no Rio. Sem a precatória aqui, eu não posso fazer nada”, afirmou Motta.

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