Menina argentina que sofreu acidente no Galeão permanece internada no CTI

Criança caiu de uma altura de sete metros no terminal 2 do aeroporto. Polícia trabalha com três hipóteses para acidente

Por O Dia

Rio - A menina Camila Palacios Busnelli, de 3 anos, permanece internada em estado grave no CTI Pediátrico do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Ela caiu de uma altura de sete metros no terminal 2 do Aeroporto do Galeão, no último sábado.

Ainda segundo a secretaria, seu estado de saúde é estável e ainda inspira cuidados, mas ela está lúcida. Os médicos ainda avaliam a necessidade de uma cirurgia.

Marcelo e a família embarcariam de volta para casa na noite do acidenteReprodução

Polícia investiga circunstâncias de queda

A Polícia Civil segue investigando a queda da menina argentina Camila no Terminal 2 do Aeroporto do Galeão. De acordo com o delegado que investiga o caso, são apuradas três possíveis hipóteses para o acidente: negligência dos pais, fatalidade ou falha na segurança do aeroporto.

Agentes também procuram possíveis testemunhas que possam ter visto a queda da criança. Por ser um lugar de passagem, a busca por pessoas que tenham presenciado o acidente é dificultada. A polícia também analisa as imagens de câmeras de segurança do local e aguarda o resultado dos laudos periciais.

O pai da menina, Marcelo Palacios, afirmou que a filha caiu porque o guarda-corpo onde encostou não possuía vidro de proteção. De acordo com ele, Camila caiu ao segurar e se desequilibrar no corrimão da escada rolante que fica ao lado da grade de proteção. Segundo Marcelo, depois do acidente, um cinzeiro foi colocado no local para evitar novas quedas.

De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde divulgadas neste domingo, apesar do quadro grave de saúde da criança, o caso apresentava boa evolução e médicos ainda analisam a necessidade de cirurgia. A menina foi atendida no aeroporto e transferida na mesma noite para o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde está internada no CTI, com traumatismo craniano e de face. “Quando vi minha filha no chão, achei que ela estava morta. Ela tinha o rosto inchado e com muito sangue. É inacreditável que ela esteja lúcida e conversando com a gente”, disse o pai.

A Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ) instaurou inquérito para apurar crime de lesão corporal. No próprio sábado, foram ouvidos os pais da vítima, funcionários da Infraero e o médico que atendeu a criança depois do acidente. Representantes do Consulado da Argentina também estiveram no Hospital Souza Aguiar na tarde de ontem para prestar apoio aos parentes da menina.

Marcelo, a mulher, Natalia Busnelli, Camila e outros dois filhos, Bruno, de 7 e Helio, de 9, estavam no Rio de Janeiro a passeio. A família voltava de uma temporada em Angra dos Reis e passou apenas um dia na cidade. Na noite do acidente, eles embarcariam de volta para casa, em São Luis, na Argentina.

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