A proposta ‘indecente’ do PT

Quaquá formaliza nesta quarta convite para Cabral ser candidato a senador na chapa de Lindbergh

Por O Dia

Rio - Todo mundo sabe que o candidato do governador Sérgio Cabral (PMDB) é seu vice, Luiz Fernando Pezão, e que o do por enquanto aliado PT é o senador Lindbergh Farias, certo? Mas duvido alguém prever qual será o resultado do encontro que Cabral tem hoje às 11h com o presidente regional do PT, Washington Quaquá no Palácio Guanabara. Na pauta, a proposta ‘indecente’ que o prefeito de Maricá fará ao governador: abandonar Pezão para apoiar Lindbergh e ser candidato a senador na chapa encabeçada pelo petista.

Não que alguém tenha, agora, dúvidas do apoio de Cabral a Pezão. Sobre o encontro, sua assessoria de imprensa não deixou brecha nesta terça-feira para qualquer especulação: “O governador tem um candidato, que se chama Pezão, do qual ele não abre mão.” E informou que a conversa de hoje vai girar em torno de como manter a harmonia entre os dois partidos mesmo se forem mantidas as duas candidaturas.

O governador e o presidente regional do PT se encontram às 11h desta quartaAlessandro Costa e Luiz Ackermann / Agência O Dia

O próprio Quaquá explicou ontem que seu movimento não é “beligerante” e que “não tem cabimento” o PT virar oposição na Alerj, por exemplo. Mas o presidente regional do PT também ponderou que não vai dar para “lançar a pré-candidatura de Lindbergh com a militância” com o partido no governo, havendo dois candidatos, um de cada lado. Por isso, Quaquá também vai dizer a Cabral que o PT pretende sair do governo ainda em janeiro. A ideia é um evento para reunir mais de cinco mil militantes do PT em torno da pré-candidatura do senador. Provavelmente, será no Clube dos Portuários, no Santo Cristo.

E é justamente aí que residem as dúvidas sobre o que pode acontecer na reunião de hoje. Ok, Cabral não vai trair Pezão assim, de uma hora para a outra, e aderir à campanha de Lindbergh. Isso, ao menos por enquanto, não faz qualquer sentido. Mas na negociação para que o PT fique mais um pouco no governo — até março, como quer o PMDB nacional —, o que o governador tem para oferecer ao partido do senador?

Quanto à proposta ‘indecente’ ao governador, Quaquá explica docemente sua intenção: “É uma vontade do ‘presidente’ Lula não deixar o Cabral mal.”

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