Por tamyres.matos

Rio - Um dia após ser inaugurada, a Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo já investiga um caso de repercussão: o assassinato do empresário Renato Avelar e Silva, de 41 anos, morto na noite da última quarta-feira, por volta das 23 horas, em Camboinhas, bairro de classe alta na região Oceânica de Niterói.

Policiais na Avenida Florestan Fernandes%2C onde ocorreu a execuçãoSandro Nascimento / O São Gonçalo

A vítima, do ramo de produtos descartáveis, levou três tiros de calibre 40 na cabeça, quando saía de uma partida de futebol com amigos em um clube na Avenida Professor Florestan Fernandes. Um projétil foi arrecadado no corpo da vítima. A polícia está analisando as imagens de circuitos de segurança da região para tentar identificar os assassinos.

Segundo testemunhas, os criminosos estavam em um carro preto e encapuzados, e abordaram Renato quando ele ia pegar a moto para ir embora do clube. “Foi execução. Nada foi roubado. Temos algumas linhas de investigação, uma delas são algumas dívidas que a vítima tinha. A família disse que ele não estava recebendo ameaças, pelo menos que os parentes soubessem. Estamos analisando as imagens de segurança para tentar identificar os assassinos”, disse o delegado-titular da nova delegacia, Wellington Vieira.
Renato tinha duas lojas de produtos descartáveis em Niterói: uma no Fonseca e outra no Centro. A mulher do empresário, que se identificou apenas como Daniele, contou que falou com o marido meia hora antes de ele ser morto, às 22h30.

Ela conta que recebeu a notícia do assassinato do marido pelo celular dele. “Saí correndo pela rua de camisola, desesperada. Meia hora antes, liguei para ele, que me disse que já estava indo para casa. Estranhei a demora e liguei novamente. Foi quando um homem que atendeu o telefone me falou que ele tinha sido morto. Achei que era trote, uma brincadeira de mau gosto. Ele desfez uma sociedade há pouco tempo, mas não tenho ideia do que pode ter motivado o crime’, contou Daniele. “O lugar estava cheio de gente, mas todo mundo correu na hora dos tiros”, disse ela.

Daniele e outras pessoas já prestaram depoimento. “Vamos dar uma reposta sobre esse caso”, prometeu o delegado Wellington Vieira. O corpo do empresário será enterrado hoje.

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