Polícia procura ossada de homem que teria sido morto pelo filho em Niterói

Assassinato só foi revelado agora pela irmã

Por O Dia

Rio - A Polícia Civil começou a procurar ontem a ossada do pensionista Orlandir Gonçalves dos Santos, morto há mais de seis anos. A suposta localização dos restos mortais foi revelada pela filha dele, a doméstica Kelly Regina Trindade dos Santos, de 18 anos, que contou a agentes que o irmão matou o pai e enterrou o corpo num terreno baldio em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. Nada foi encontrado no matagal.

Kelly disse ainda que não denunciou antes o irmão, Adriano Trindade dos Santos, pois fora ameaçada pelo suposto assassino, que tinha ligações com traficantes e morreu em 2010. Segundo ela, o crime aconteceu em 31 de outubro de 2007. Após ser envenenado, o pensionista levou pauladas.

Buscas foram feitas nesta quinta num terreno baldio em Itaipu%2C NiteróiSeverino Silva / Agência O Dia

“Ela está muito confusa. Vamos ouvi-la novamente, dessa vez com a ajuda de psicólogo, para tentarmos chegar ao local certo de onde a vítima foi enterrada. A região ali é muito igual. Ela pode ter se confundido”, explicou o delegado-titular da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, Wellington Vieira.

A mãe de Kelly, a diarista Maria de Fátima Trindade, à época, chegou a fazer um registro de desaparecimento do marido na 81ª DP (Itaipu). Segundo a filha, ela pensou que Orlandir abandonara a família por conta das constantes brigas com Adriano.

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