Por thiago.antunes

Rio - Moradores de bairros e cidades da Região Metropolitana distantes do cartão postal da orla marítima estão se refrescando e divertindo no verão sem ter que encarar ônibus, trens ou metrô durante horas. As áreas de lazer ainda são poucas nestas áreas, mas atraem muita gente. Com os piscinões de Ramos e de São Gonçalo, e agora com o Parque Madureira, por exemplo, as alternativas aumentaram. Isso sem falar em novos pontos de encontro, que não param de surgir.

E nos antigos, como as quadras das escolas de samba e parques ao ar livre. Tudo perto de casa.
Há frequentadores mais entusiasmados das áreas de lazer destas regiões que garantem que não as trocariam por nenhuma praia da Zona Sul. “Estamos no lugar em que nascemos, somos vistos como anfitriões e não como intrusos”, justifica o jovem Ronaldo Paes, de 15 anos, enquanto se bronzeia no Parque Madureira. Nos fins de semana, o local chega a receber 60 mil pessoas em busca de um lugar ao sol.

O refresco do sol escaldante na cachoeira artificial do Parque Madureira%3A área de lazer atrai 60 mil pessoas no fim de semana e é mais uma alternativa de programaAlexandre Vieira / Agência O Dia

De férias, ele diz bater ponto diariamente na cascata do Parque em companhia de amigos. Empolgado, faz questão de citar as opções de lazer do bairro como motivo pela preferência. “Frequentemente emendamos o banho com visitas às quadras da Portela e do Império Serrano.
Em São Gonçalo, o piscinão funciona como um oásis em dias de altas temperaturas. O local costuma atingir lotação máxima nos fins de semana — dez mil pessoas. Mas durante a semana tem sido bem frequentado.

Pela primeira vez por lá, o gaúcho Luís Carlos Reis se mostrou impressionado com a limpeza. “Percebi uma consciência e conservação que não vejo nas praias. Acho que o morador daqui vê o local como seu e faz questão de conservar”, opinou. Hospedado na casa da cunhada, em São Gonçalo, ele cita a mobilidade — ou a falta de — como atrativo. “Quem sai daqui para Niterói, gasta cerca de uma hora. Para o Rio, cerca de duas horas. Chegamos aqui em 20 minutos. Como não preferir o piscinão?”, indaga.

Luís Cláudio aproveita o dia com a família no Piscinão de São Gonçalo%3A qualidade da água o impressionouAlexandre Vieira / Agência O Dia

Na Baixada, o lazer é garantido na cachoeira de Tinguá, em Nova Iguaçu. “Folgo às segunda e terças só para aproveitar local com liberdade. Tem quem diga que é lugar de pobre, mas nunca vi arrastões por aqui”, garantiu a depiladora Luziane Santos, enquanto aproveitava a queda d’água.

Noites de verão, logo ali ao lado

Neste verão, não são apenas os boêmios bairros do eixo Lapa— Zona Sul que bombam na noite. Nas zonas Norte e Oeste, as praças tem atraído multidões. Quiosqueiros calculam aumento nas vendas de cervejas e petiscos de até 50%.

O ponto de encontro na Praça Cetel%2C na Vila da Penha%3A alta de 50% nas vendas de cerveja e petiscosAlexandre Vieira / Agência O Dia

Na Praça Paulo Setubal, conhecida como Praça do Cetel, na Vila da Penha, o movimento aumentou com o calor. Segundo o comerciante Antonio Pedro Petrovit, de 29 anos, famílias inteiras frequentam o local: “É a melhor época do ano. Ninguém aguenta ficar em casa com esse calor”. Os quiosques da Praça do Cetel funcionam até meia-noite, de segunda a quinta-feira e até às 2h na sexta-feira.

Na Tijuca, o movimento na Praça Vannhargen é chamariz para pessoas de todas as idades. “Recebemos todo tipo de público, interessado tanto em ficar por aqui, quanto em fazer um esquenta antes de ir para outros locais”, disse o garçom Juscelino Reis, que garante que o verão é a época do ano em que mais trabalha.

Colaborou Marcello Victor

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