Por thiago.antunes

Rio - Há dois anos retirando resíduos sólidos dos cursos d’água em 24 comunidades da cidade, os Guardiões dos Rios terão mais trabalho pela frente. Dados da Secretaria Municipal de Meio Ambiente mostram que, entre 2012 e 2013, houve aumento de mais de 40% na quantidade de lixo despejado nos rios, que foi recolhido. De acordo com a secretaria, garrafas PET são os principais resíduos encontrados, além de sacos de lixo, móveis, TV, computadores, geladeira e até carcaças de veículos.

Um dos locais mais críticos é a Rocinha, que tem 16 agentes atuando na limpeza dos rios e na conscientização ambiental. O canal que passa na comunidade e que recebe seu nome teve 1,121.00 m³ de lixo retirados em 2012. Em 2013, o número dobrou: foram 2,163.32 m³.

Guardião recolhe detritos%3A há até geladeiras%2C móveis e computadoresDivulgação

O programa Guardiões dos Rios foi relançado pelo município em 2011, na Rocinha. Mas, em 2012, se expandiu para mais 23 comunidades, contando com agentes moradores. Eles recebem capacitação técnica para atuar na limpeza e também são treinados pela Secretaria Municipal de Defesa Civil e de Saúde, além da Comlurb.

Coordenador do programa, Alexandre De Bonis diz que falta conscientização ambiental e aposta no trabalho de educação e diálogo dos guardiões com as comunidades. Ele acredita que, por serem moradores, os agentes conseguem maior aproximação com a população.

“Um terço dos rios já teve redução da remoção de resíduos nesse período porque a comunidade entende e colabora. Mas, infelizmente, dois terços não chegaram a esse nível”. Segundo ele, regiões íngremes como a Rocinha registram maior despejo. Nas mais planas, o resultado é melhor. “A população despeja no rio por comodismo. Os guardiões contam que ouvem de moradores que eles lhes garantem trabalho”, conta De Bonis.

Cooperação no Alemão é grande

Outra região carente que registrou aumento de lixo recolhido é o Complexo do Alemão. Com 700 metros de extensão, o Rio Nunes teve 314,86 m³ de resíduos retirados em 2012. Em 2013, o número foi para 450,28 m³. O mesmo ocorreu com o Afluente Timbó: de 275,44 m³ para 372,16. De Bonis afirma que a cooperação de moradores do Alemão é grande.

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