Por tamyres.matos

Rio - Homem-forte da campeã do Carnaval 2013, a Vila Isabel, o acusado de envolvimento com a máfia do jogo Wilson Vieira Alves, o Moisés, voltou a dar as cartas para colocar a administração da agremiação nos eixos. Ele rechaça o título de ‘o todo poderoso’, até porque, no papel, o presidente é Wilson Alves, o Wilsinho, seu filho, desde dezembro, quando retomou o comando, colocou os salários em dia e ajudou a garantir a permanência do carnavalesco Cid Carvalho.

No último ensaio%2C Moisés e o carnavalesco Cid Carvalho%2C que voltouDivulgação

Mesmo avesso aos holofotes por causa da condenação na Justiça Federal a 23 anos de prisão pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e corrupção, ele admite que é ‘presidente de honra e baluarte’. A escola é a única a ter dois presidentes de honra: Moisés e o cantor e compositor Martinho da Vila.

Wilsinho herdou o cargo do pai, que foi preso em 2010, mas deixou a cadeia dois anos depois, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). À frente da Azul e Branco, Wilsinho mostrou habilidade no comando do Carnaval, no entanto, enfrentou crise administrativa. Após o título, houve uma debandada com a saída da carnavalesca Rosa Magalhães, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Julinho e Rute, o coreógrafo Marcelo Misailidis e o intérprete Tinga.

“A palavra certa não é debandada. Carnaval é igual a futebol. Quando um clube ganha, os outros ficam em cima dos jogadores. Só quem saiu com transparência foi o Misailidis”, disparou Moisés. Um dos problemas foi a exigência de pagamento de prêmio pelo campeonato. Há rumores de que Rute queria até casa. “Nossa dificuldade financeira foi porque uma cervejaria que patrocinaria o camarote desistiu. Então, ficamos com R$ 2 milhões a menos de receita”, explicou.

Ausência do presidente é comentada

Quarta-feira, no primeiro ensaio de rua da Vila, Moisés e Cid Carvalho comandavam a escola. A ausência de Wilsinho foi assunto. Segunda-feira, ele voltou ao Brasil depois de 20 dias nos Estados Unidos. “Ele está com filho pequeno e sem babá”, amenizou Moisés.

Na Justiça, o enredo do envolvimento de Moisés com o jogo não terminou. Ele foi condenado na 4ª Vara Federal Criminal de Niterói, mas há recurso no Tribunal Regional Federal 2. Ele foi investigado na operação “Alvará’, da Polícia Federal, em esquema de caça-níqueis em Niterói e São Gonçalo.

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