Por tamyres.matos
Rio - Em nova etapa da Operação SOS Maestro, realizada nesta sexta-feira, a Secretaria de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor (Seprocon), por meio do Procon, retornou ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) para vistoriar a estrutura do local. Os fiscais encontraram mais de 40 tipos de irregularidades e a Infraero acabou sendo novamente autuada - já o fora na fiscalização realizada no aeroporto no último dia 6 de janeiro.
Fiscais encontraram banheiros sujos durante vistoria no GaleãoDivulgação

Os agentes chegaram ao Galeão por volta das 6h30 e, logo no estacionamento, encontraram o primeiro problema: das três cancelas para entrada de veículos, apenas uma estava funcionando, o que gerou fila de carros e demora no atendimento. No interior do aeroporto, foram detectados problemas nos banheiros, bebedouros, elevadores, ar-condicionados e extintores. Consumidores reclamaram da espera de mais de uma hora para a retirada das malas no desembarque e da falta de identificação e segurança para localizar as bagagens.

Nos três andares do aeroporto, além do subsolo, os fiscais do Procon-RJ constataram um intenso calor, causado pelo não funcionamento de mais de 29 aparelhos de ar-condicionado. No terceiro piso, oito extintores de incêndio estavam com a validade vencida, faltavam bebedouros, e uma grande parte dos elevadores se encontrava parada. As portas de emergência, em sua maioria, estavam lacradas; uma delas obstruída por carrinhos de bagagem e outra por entulhos das diversas obras que estão acontecendo no terminal 1.
Portas de emergência estavam travadasDivulgação

A situação do banheiro feminino do segundo piso também chamou a atenção dos fiscais. Um balde para conter goteiras em cima do vaso sanitário corria o risco de cair no usuário e causar acidentes. Já no banheiro masculino, foram encontrados mictórios sujos, interditados e descargas quebradas. Já o banheiro destinado a portadores de deficiência estavam com mau funcionamento das duchas higiênicas, o que que acarretava vazamento de água.

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“O Procon-RJ foi ver aquilo que a Infraero e a Anac deveriam ter visto há 10 anos atrás. Esperamos que, no encontro proposto pela Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, eles informem quando isso vai acabar”, afirmou a secretária de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, Cidinha Campos.