Queixas das mulheres têm espaço reservado nas delegacias

Desde 2013, os Núcleos de Atendimento à Mulher (Nuam’s) têm ajudado vítimas de violência a enfrentar os traumas

Por O Dia

Rio - Em uma sala reservada nas delegacias distritais, centenas de mulheres expõem seus dramas pessoais a policiais preparados para atendê-las. Desde 2013, os Núcleos de Atendimento à Mulher (Nuam’s) têm ajudado vítimas de violência a enfrentar os traumas. A Polícia Civil já criou cinco polos no estado e vai inaugurar mais cinco até fevereiro: um na Zona Oeste, outro no Sul Fluminense e três na Baixada.

A ideia dos núcleos faz com que a investigação seja mais ágil, já que a equipe se dedica integralmente aos casos de violência contra a mulher. Todos os policiais selecionados para as Nuam’s passaram por capacitação para aprender a lidar com os casos e prestar um tratamento especializado às vítimas, que chegam ao órgão fragilizadas.

“Cheguei sem saber o que fazer, como falar. Não é nada fácil expor a vida assim para desconhecidos, principalmente quem apanha do marido. Isso é uma vergonha que quem sofre prefere esconder. Aqui senti força para recomeçar”, desabafou A., 46 anos, que tomou coragem para procurar a polícia.

“As vítimas ficam mais à vontade para registrar a ocorrência em uma sala reservada onde podem falar sobre o que viveram. Aqui, a equipe é formada por policiais mulheres”, explica o delegado Felipe Curi, da 45ª DP (Complexo do Alemão), que recebeu o núcleo junto com a nova sede, em dezembro.

Atendimentos já são maioria

Apesar de recente, a criação dos núcleos já aponta resultados positivos. Nas delegacias da Rocinha e do Alemão, o atendimento representa 60% dos registros feitos nas unidades. “Apesar do pouco tempo, o trabalho está caminhando muito bem. Concluímos vários procedimentos com agilidade”, ressalta o delegado Felipe Curi.

Segundo ele, a maioria dos casos que vão parar no Nuam do Complexo do Alemão é referente à Lei Maria da Penha, mas o órgão atua em todos os tipos de crime contra a mulher.

O trabalho nos núcleos criados nas distritais também reforça o atendimento nas 12 Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam). Este mês, serão inaugurados núcleos na 91ª DP (Valença) e 36ª DP (Santa Cruz). Em fevereiro, será a vez da Baixada receber núcleos em Mesquita, Queimados e Nilópolis.

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Queixas das mulheres têm espaço reservado nas delegacias O Dia - Rio De Janeiro

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Rio - Em uma sala reservada nas delegacias distritais, centenas de mulheres expõem seus dramas pessoais a policiais preparados para atendê-las. Desde 2013, os Núcleos de Atendimento à Mulher (Nuam’s) têm ajudado vítimas de violência a enfrentar os traumas. A Polícia Civil já criou cinco polos no estado e vai inaugurar mais cinco até fevereiro: um na Zona Oeste, outro no Sul Fluminense e três na Baixada.

A ideia dos núcleos faz com que a investigação seja mais ágil, já que a equipe se dedica integralmente aos casos de violência contra a mulher. Todos os policiais selecionados para as Nuam’s passaram por capacitação para aprender a lidar com os casos e prestar um tratamento especializado às vítimas, que chegam ao órgão fragilizadas.

“Cheguei sem saber o que fazer, como falar. Não é nada fácil expor a vida assim para desconhecidos, principalmente quem apanha do marido. Isso é uma vergonha que quem sofre prefere esconder. Aqui senti força para recomeçar”, desabafou A., 46 anos, que tomou coragem para procurar a polícia.

“As vítimas ficam mais à vontade para registrar a ocorrência em uma sala reservada onde podem falar sobre o que viveram. Aqui, a equipe é formada por policiais mulheres”, explica o delegado Felipe Curi, da 45ª DP (Complexo do Alemão), que recebeu o núcleo junto com a nova sede, em dezembro.

Atendimentos já são maioria

Apesar de recente, a criação dos núcleos já aponta resultados positivos. Nas delegacias da Rocinha e do Alemão, o atendimento representa 60% dos registros feitos nas unidades. “Apesar do pouco tempo, o trabalho está caminhando muito bem. Concluímos vários procedimentos com agilidade”, ressalta o delegado Felipe Curi.

Segundo ele, a maioria dos casos que vão parar no Nuam do Complexo do Alemão é referente à Lei Maria da Penha, mas o órgão atua em todos os tipos de crime contra a mulher.

O trabalho nos núcleos criados nas distritais também reforça o atendimento nas 12 Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam). Este mês, serão inaugurados núcleos na 91ª DP (Valença) e 36ª DP (Santa Cruz). Em fevereiro, será a vez da Baixada receber núcleos em Mesquita, Queimados e Nilópolis.

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