Espuma nas praias não oferece risco aos banhistas, segundo o Inea

Fenômeno foi ocasionado por uma mudança brusca nas condições do mar

Por O Dia

Rio - O instituto Estadual do Ambiente (INEA) informou, na tarde desta segunda-feira, que a espuma que encobre o litoral do Rio de Janeiro nesta segunda-feira é decorrente da decomposição de algas e microorganismos, associado ao mar mais agitado, e não necessariamente indicativo de que as praias estejam impróprias para o banho. Para saber seguramente quais trechos das praias estão recomendados basta consultar portal: www.inea.rj.gov.br

De acordo com os técnicos da gerência de Qualidade das Águas do INEA, a espuma não é tóxica, não oferece risco a saúde dos banhistas e foi ocasionada por uma mudança brusca nas condições do mar, que passou de calmo a agitado entre o sábado e o domingo, o que favorece o fenômeno. A espuma tende a dissipar em poucos dias, com condições de mar mais calmo.

Praia do Arpoador ficou lotada neste feriadoFernando Souza / Agência O Dia

As florações de algas têm sido frequentes neste verão, sobretudo, as da espécie tetraselmis s.p. que conferem uma cor acastanhada a água do mar. O fenômeno ocorre devido a uma combinação de fatores como: alta insolação e calor, mar calmo e presença de nutrientes na água. Nutrientes estes provenientes das próprias correntes oceânicas e do aporte de esgoto devido a vazão de rios, lagoas e baías para o mar, principalmente após chuvas fortes.

A presença de matéria orgânica na água contribui para o crescimento das algas nesta época do ano. Vale ressaltar que o esgoto não tem relação direta com a espuma, sendo mais uma vez observado que a espuma não confere risco à saúde dos banhistas, pois trata-se da decomposição de algas e microorganismos.

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