Os 50 anos da Vila Kennedy

Morador do conjunto desde que nasceu, o guia de turismo Alex Belchior, de 40 anos, reúne depoimentos de quem vive por lá. O material será divulgado na Internet

Por O Dia

Rio - Morador da Vila Kennedy desde que nasceu, o guia de turismo Alex Belchior, de 40 anos, reúne depoimentos de quem vive por lá. O material será divulgado na Internet, em página que criou para funcionar como um centro de memória. O conjunto, que completa hoje meio século de existência, foi um dos primeiros a receber pessoas removidas de favelas.

— Como foi a fundação da Vila Kennedy?
—A construção recebeu recursos de um programa norte-americano. O conjunto recebeu moradores removidos das favelas do Pasmado, em Botafogo, da Praia do Pinto, no Leblon, e também os que moravam no Esqueleto, no Maracanã. A Vila Kennedy foi projetada para ser autossuficiente, com 30% da população trabalhando aqui mesmo, mas isso não ocorreu.

— Por quê?
— O comércio que deveria haver não saiu do papel; uma fábrica de café, uma de tijolos e outra de bolsas foram desativadas. Muita gente ficou desempregada. O primeiro conjunto construído tinha 5.500 unidades. Hoje, há 140 mil habitantes e um processo de favelização.

— Quais são os problemas mais comuns ?
— A falta de conservação, a má iluminação pública, a sujeira e as poucas áreas de lazer. Transporte e saúde também são precários.

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