Rio - A Polícia Civil pediu ontem a prisão temporária do sargento P
Segundo o delegado Fábio Barucke, da 18ª DP (Praça da Bandeira), os tiros teriam sido dados por conta de desavença entre o PM e José. A vítima disse à polícia que o militar seria o chefe da segurança da Vila Mimosa e que teria ameaçado José e pedido parte do seu salário. O homem disse à policia que trabalha como segurança no local.
O delegado informou que José denunciou o policial à Corregedoria da PM, que o prendeu no dia 4 portando uma arma com a numeração raspada. Na ocasião, ele foi autuado na 17ª DP (São Cristóvão). Carlos saiu da prisão segunda-feira, quando foi atrás da vítima.
José acabou ferido no ombro, e Jackson, que estava passando pelo local, atingido na cabeça. O primeiro foi medicado e liberado ontem à tarde; o segundo, após ser operado, permanece internado no CTI do Hospital Souza Aguiar, no Centro. A polícia aguarda a recuperação de Jackson para ouvir seu depoimento.
Até a noite de ontem, o pedido de prisão do policial que foi enviado para a Justiça ainda estava sob análise de um magistrado. O delegado justificou no seu pedido os crimes de tentativa de homicídio — qualificada por emboscada e por colocar outros em perigo. Fábio Barucke disse que a comunicação do pedido seria enviada à Polícia Militar, para que o acusado se apresentasse no batalhão onde é lotado.
Vítima afirma que teme novas represálias e quer deixar o Rio
Com medo de mais represálias, José Rufino disse à polícia que pretende sair do estado. Ontem, ele foi levado por policiais para um local seguro, onde ficará até deixar o Rio. Os agentes estiveram no Hospital Souza Aguiar para levar fotos de suspeitos para a vítima, que reconheceu o PM.
Depois de receber alta da unidade, Rufino prestou depoimento na delegacia e deu detalhes de seu desentendimento com o PM. Depois de atirar nos dois homens, segundo a investigação, o sargento fugiu do local. As vítimas foram socorridas por populares.
O PM cumpriu dois dias de prisão administrativa pelo episódio da arma com a numeração raspada. A pistola calibre 9 milímetros é de uso restrito. Na ocasião, a Corregedoria da PM abriu procedimento para verificar a circunstância em que o policial portava o armamento irregular.
Mais cedo, havia informação de que o PM teria feito disparos contra uma caixa de música e, por isso, teria sido denunciado por José Rufino. No fim do dia, essa hipótese foi descartada, mas o delegado quer ver o procedimento feito pela Corregedoria da PM.