Indio da Costa desiste de ser candidato para apoiar Pezão

PSD deve assumir Secretaria do Ambiente, e presidente regional indica que quer reduzir cargos

Por O Dia

Rio - O presidente regional do PSD, Indio da Costa, decidiu ontem abrir mão de sua pré-candidatura ao governo do Rio e passar a apoiar Luiz Fernando Pezão, candidato do governador Sérgio Cabral (PMDB). Cauteloso, Indio fez questão de dizer que ainda não foi estabelecida uma aliança formal com o partido do governo. Também afirmou que seu voto para presidente é do senador Aécio Neves (PSDB), adversário da presidenta Dilma Rousseff (PT), apoiada por Cabral.

Nos bastidores, a costura é para que o PSD fique com a Secretaria do Ambiente, que ‘pertencia’ ao PT. E Indio já sinaliza que a ideia do partido, se de fato assumir a pasta, é reduzir o número de cargos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo ex-deputado federal depois de uma reunião com parlamentares do PSD e integrantes da executiva regional para “tirar a temperatura”, segundo ele.

Índio da Costa abre mão de pré-candidatura ao governo do RioAlessandro Costa / Agência O Dia

Indio explicou que enquanto PMDB e PT eram aliados, não havia a possibilidade de aproximação. “Uma vez que o PT sai, abre espaço para o PSD”, afirmou. Esta semana, a aliança entre o PMDB e o PT chegou ao fim depois de uma longa agonia, e o último acerto foi que todos os petistas sairiam do governo até amanhã. A tropa que deverá bater em retirada inclui os secretários do Ambiente, Carlos Minc, e de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira.

As vagas de Zaqueu e de sua equipe deverão ficar com o Solidariedade (SDD), que também não deverá concorrer ao governo do Rio e apoia Aécio. Mas há um desencontro de números. Para o PT, são cerca de 400 pessoas a entregar os cargos. Nas contas do PMDB, são 1.253, como adiantou o ‘Informe do DIA’ na terça-feira.

“Me parece um número muito alto”, analisou Indio. O PSD vai agora produzir uma “Carta Programática”, com “princípios, conceitos e marcas” que o partido quer deixar registrados nos 11 meses em que estará no governo.

No documento, a ideia de redução de cargos deverá ser incluída. Quanto à aparente contradição de o PSD, no Rio, fechar com o PMDB (aliado do governo federal) e Indio declarar voto em Aécio, o presidente regional do PSD garantiu que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa: “Aqui, vou votar em quem cuida do Rio. Fui vice do PSDB em 2010 (na chapa de José Serra, contra Dilma) e continuo votando no PSDB (nacionalmente).”

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