Por bianca.lobianco

Rio - O novo chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, fez algumas mudanças no comando da corporação. A decisão foi anunciada durante coletiva na Cidade da Polícia, na tarde desta segunda-feira. De acordo com ele, o delegado Rodrigo Oliveira vai assumir o comando da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O Departamento Geral de Polícia da Baixada ficará sob a direção de Ricardo Domingues. Já a delegacia da capital será assumida pelo delegado José Pedro, ex-titular da 21ª DP (Bonsucesso). O delegado Rivaldo Barbosa permanecerá à frente da Delegacia de Homicídios (DH). Fernando Veloso também garantiu que vai fazer mudanças significativas nas unidades policiais do interior do estado.

De acordo com Veloso, operações nas comunidades passarão a ser diárias, podendo ser realizadas em qualquer hora do dia ou da noite, principalmente em favelas que são dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho. Além disso, Veloso assegurou que vai dar prioridade ao setor de Inteligência da Civil para que as investigações sejam mais ágeis.

Em relação à atuação da polícia em rolezinhos e manifestações, principalmente na Copa do Mundo, o delegado foi taxativo ao afirmar que há um planejamento sendo feito para saber como proceder em situações como estas.

'A sociedade foi atacada pelas costas', diz Beltrame

O secretário de Segurança José Mariano Beltrame disse, depois da posse do delegado Fernando Veloso como novo chefe da Polícia Civil, que a sociedade foi atacada pelas costas. A afirmação se refere aos ataques de traficantes à UPP do Parque Proletário, no Complexo da Penha, neste domingo, que culminou na morte de uma soldado da PM de 28 anos.

Beltrame deu a entender que ataques desta natureza teriam ligações com suspostas ordens de traficantes que estão em presídios e de bandidos que são presos e soltos logo em seguida, porque, segundo ele, as leis as legitimam.

O secretário de Segurança Pública acrescentou que descarta qualquer ajuda das forças federais neste momento e que os ataques as UPPs são pontuais, voltadas especialmente para as comunidades onde vivem mais de 100 mil habitantes, como a Rocinha, o Complexo do Alemão e o Morro de São Carlos.


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