Por thiago.antunes

Rio - A 4ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de Leonardo Oliveira, 25 anos, acusado da morte de sua ex-noiva, Nívia de Almeida. A decisão também autorizou a quebra do sigilo telefônico do réu.

Na madrugada de 1º de janeiro, a vítima, moradora do bairro do Rocha em São Gonçalo, após ter a casa invadida pelo acusado, teria sido empurrada por ele do terraço. Durante as investigações, ele declarou que a ex-noiva teria caído após tentar pegar uma roupa no varal. Logo em seguida, alterou a versão, afirmando que Nívia teria cometido suicídio. Contra ele, constam duas ocorrências registradas na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Niterói.

Leonardo Carvalho de Oliveira%2C de 25 anos%2C prestou depoimento na 73ªDP (Neves)Fabio Gonçalves / Agência O Dia

Acusado disse que vítima ameaçava se matar

Em depoimento na 73ª DP (Neves), o técnico em eletrônica Leonardo Oliveira, de 25 anos, acusado de ter matado a ex-noiva na noite do Réveillon, negou ter cometido o crime e, segundo a delegada adjunta Norma Lacerda, disse que recebeu uma ligação da estudante quando passava a virada de ano em Saquarema, na Região dos Lagos. Leonardo disse que ela ameaçava se matar caso o casal não reatasse o relacionamento.

De acordo com a delegada, o depoimento do suspeito apresentou várias contradições, já que amigos da jovem, que a deixaram em casa de carro na noite do crime, afirmaram que Leonado teria ameaçado Nívia Araújo durante toda noite através de ligações e mensagens pelo celular.

Familiares da vítima tentam%2C sob forte emoção%2C agredir Leonardo Carvalho de Oliveira quando este deixava a delegaciaAlexandre Brum / Agência O Dia

No primeiro registro de ocorrência feito pelo suspeito, ele diz que a universitária teria caído do terraço quando tentava pegar roupas no varal. Desta vez, Leonardo apresentou outra versão, dizendo que a jovem se jogou. Quanto aos hematomas no corpo dela, que segundo a polícia não foram provenientes da queda, Leonardo não soube explicar.

Em relação às marcas de sangue no quarto da vítima, ele diz que o sangue seria dele, que teria se cortado ao tentar segurar Nívia e que teria sido nesse momento que o vestido da estudante teria rasgado.

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