Por thiago.antunes

Rio - Está oficialmente iniciada a ‘Operação Trator’. O vice-governador Luiz Fernando Pezão contabiliza 14 partidos em torno de sua pré-candidatura. Além do PMDB, estão aliados PSB, PP, PDT, PTB, PSL, PTN, PSC, PSDC, PRTB, PHS, PMN, PTC e PRP. O mesmo grupo reelegeu o governador Sérgio Cabral em 2010. Foram 16 na época, mas houve duas baixas: o PT e o PCdoB, que têm pré-candidatos ao governo.

O número de partidos aliados a Pezão pode aumentar: ele tem conversado com o PV e ainda tem esperanças de o PCdoB desistir da pré-candidatura da deputada federal Jandira Feghali.
Quanto ao PT, não há expectativa de o partido aderir depois de ter rompido com o PMDB. Portanto, a ordem é seguir o que ensinou o velho Maquiavel: dividir para dominar. E, de quebra, isolar o máximo possível o pré-candidato petista, senador Lindbergh Farias.

André Ceciliano (esq.) e Tarciso Pessoa (com celular) recebem PezãoDivulgação

Não que dividir o PT do Rio seja tarefa difícil, mas Pezão está especialmente dedicado a atrair petistas que não estão, digamos, muito empenhados na eleição de Lindbergh. Na sexta-feira, por exemplo, Pezão entregou obras de reurbanização em Paracambi. O prefeito Tarciso Pessoa (PT) fez as honras da casa, coisa que faria mesmo que não apoiasse o peemedebista.

Mas uma pergunta está no ar: o que fazia na cena o ex-prefeito de Paracambi André Ceciliano, que hoje é deputado estadual do PT? Há um ano, era André quem ciceroneava Lindbergh na primeira Caravana da Cidadania do senador, em Japeri. 

Lindbergh, por sua vez, partiu para o ataque nesta terça: “Essa base tem tudo para implodir. Se o Pezão não subir, abandonam o barco. Eles podem até ter mais deputados, mais dinheiro, mais partidos. Eles só não têm uma coisa: apoio do povo que está sofrendo nos trens, com a falta de água...”

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