Por thiago.antunes

Rio - A paciente Liliana de Souza Rangel, 36 anos, vítima de acidente de trânsito na Linha Amarela recebeu alta nesta segunda-feira, do Centro de Tratamento Intensivo (CTI), do Hospital Pasteur, no Méier – Zona Norte do Rio de Janeiro – e foi transferida para um quarto particular.

No final de semana a paciente foi submetida a uma cirurgia para correção da lesão de acetábulo, estrutura óssea existente no quadril que articula o fêmur. Segundo a equipe médica, o procedimento transcorreu dentro da normalidade, entretanto ela ainda necessitará de uma nova operação (sem previsão para realização).

No momento ela encontra-se lúcida, orientada, hemodinamicamente estável, respirando espontaneamente e não há previsão de alta hospitalar.

Caminhão atingiu passarela da Linha Amarela%2C que desabou%2C deixando quatro pessoas mortasFabio Gonçalves / Agência O Dia

Acidente deixou outros três feridos e matou cinco

O motorista Luiz Fernando da Costa, de 30 anos, que dirigia o caminhão que provocou a tragédia na Linha Amarela, segue internado na Unidade de Terapia Intensa (UTI) de um hospital particular de Duque de Caxias. O médico Rodolfo de Franco Cardoso, diretor do Hospital do Coração, disse nesta quinta-feira que o paciente sofreu trauma torácico e abdominal, contusão pulmonar e cardíaca, lesão hepática de grau moderado, além de fratura nas costelas.

Luiz Fernando ainda não tem previsão de alta.  O caminhão guiado por ele estava com a caçamba levantada e atingiu uma passarela na Linha Amarela, na altura de Pilares, na última terça-feira de manhã. Cinco pessoas morreram na tragédia e outras quatro ficaram feridas.

Passarela sobre a Linha Amarela foi desmontada e retirada da via por guindastes%3A a liberação total do tráfego só aconteceu por volta de 18h30%2C mais de nove horas depoisFabio Gonçalves / Agência O Dia

O motorista admitiu estar falando no celular desde o momento em que entrou na Linha Amarela, segundo o delegado da 44ª DP (Inhaúma), Fábio Asty. "O condutor afirmou que estava falando com um colega de trabalho, que segundo ele, teve o filho desaparecido nos últimos dias", disse Asty. O aparelho celular já foi recolhido para perícia.

O delegado também relatou que Luiz Fernando garantiu que não viu a caçamba levantada e de acordo com Asty, "ele reagiu com surpresa ao saber das cinco mortes por conta da tragédia na via". Apesar do depoimento, a delegacia ainda não descarta a possibilidade de ele ter içado a caçamba pra esconder a placa e escapar de uma possível multa.

De acordo com o delegado, a caixa de marcha do veículo foi consertada na última semana e o caminhão voltou a circular na segunda-feira. O mecânico que fez o conserto também será chamado para prestar depoimento, assim como o funcionário que dirigiu o caminhão no dia anterior ao acidente, o colega de trabalho que falava com Luiz Fernando pelo celular e o gerente operacional da empresa responsável pelo caminhão.

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