Homem é morto após se revoltar por colega ter comido sua macarronada

Vítima foi assassinada a golpes de enxada

Por O Dia

Rio - Um prato de macarrão desencadeou uma morte brutal e violenta em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Na última sexta-feira, dois homens que moravam de favor em um sítio no bairro Roma II discutiram por conta da comida e um deles, identificado apenas como Odair, foi assassinado a golpes de enxada. O acusado é José Augusto Carneiro, de 41 anos, preso na última terça-feira.

José foi autuado por homicídio qualificado e ocultação de cadáverJM Coelho / Diário do Vale / Agêndia O Dia

De acordo com a polícia, o suspeito comeu a massa preparada por Odair, que não aprovou a ação do colega e puxou a faca para atacá-lo. No entanto, José pegou uma enxada e acertou diversas vezes o objeto na cabeça da vítima. Depois, o assassino puxou o corpo do amigo com uma corda até as margens do Rio Brandão, que fica próximo ao local, e ocultou o cadáver.

Três dias após o crime, na última segunda-feira, policiais do 28ª BPM (Volta Redonda) foram até o sítio e encontraram o corpo de Odair em estado avançado de decomposição. No mesmo dia, José apareceu para os PMs e confessou a execução. Levado para 93ª DP (Volta Redonda), o suspeito disse que agiu em legítima defesa, porém, a tese não foi aceita pelo delegado, que pediu a prisão temporária de 30 dias do suspeito. O pedido foi aceito pelo juiz da 1ª Vara Criminal do município na terça, quando José foi preso.

“A questão é que José bateu em Odair já caído no chão. Não tinha necessidade de ele prosseguir com a violência e isso (ele ter puxado a faca contra ele) não caracteriza a legítima defesa”, explicou o delegado Antônio Furtado, titular da distrital, afirmando que a identificação completa da vítima só será possível após o exame de necrópsia. José foi autuado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Caso seja condenado pode ficar até 33 anos na cadeia.

O delegado investiga ainda se José teve ajuda de outros comparsas, já que Odair é muito pesado e, mesmo com a corda, o suspeito é franzino e precisaria de ajuda para levar o corpo até o rio. “A participação de cúmplices no crime será apurada”.

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