Ativistas caminham pelas ruas do Centro contra o aumento na tarifa dos ônibus

Manifestantes devem seguir em direção à Cinelândia. PMs acompanham ato

Por O Dia

Rio - Pelo menos 700 ativistas caminharam, na noite desta quinta-feira, pelas ruas do Centro contra o aumento na tarifa dos ônibus. Os manifestantes fecharam as pistas sentido Zona Norte da Avenida Presidente Vargas, caminhando naquela direção. O ato foi organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL). Às 18h35, a pista lateral da via foi liberada e os manifestantes seguem apenas pelo trecho central em direção à Central do Brasil.

Por volta das 19h, ainda do lado de fora da Central, policiais militares e ativistas entraram pela ala lateral da estação da SuperVia, em frente à Presidente Vargas. A pista central da via foi liberada às 19h10. O comércio começou a fechar as portas. Os ativistas cercaram uma das catracas para liberar os acessos aos usuários, que ficaram assustados. Uma das grades de acesso às plataformas foi quebrada, bem como uma das catracas. Houve corre-corre e a PM está reagindo.

Protesto contra o aumento das passagens de ônibus nas ruas do CentroAndré Mourão / Agência O Dia

Depois de 10 minutos de confusão e quebra-quebra, policiais do Batalhão de CHoque (BPChq) jogaram uma bomba de gás lacrimogênio dentro da estação. Muitos usuários se assustaram. Do lado de fora, também foram utilizadas bombas para dispersar os ativistas, que seguiram para as ruas do entorno. Os PMs perseguiram alguns deles, que arrancaram tapumes para se defender. Ainda não há informações sobre feridos ou presos. O Metrô Rio informou que os acessos Campo de Santana e Ministério do Exército, da Estação Central, se encontram fechados.

A Rua Bento Ribeiro, na altura da Central do Brasil, está interditada ao tráfego neste momento. Muitos ativistas estão com bandeira de partidos e associações de estudantes. Eron de Melo, o Batman das manifestações também está presente com o Coringa. O trânsito ficou complicado nas vias. Agentes da CET-Rio orientam o tráfego na região.

Passagem deveria diminuir ao invés de aumentar, diz TCM

O Tribunal de Contas do Município (TCM) contrariou o relatório técnico feito por especialistas do próprio órgão e que deveria dar base sobre o reajuste das tarifas dos ônibus. Enquanto o material indicava que as passagens deveriam ser reduzidas para R$ 2,50, os conselheiros aprovaram pelo aumento do preço, o que foi acatado pelo prefeito Eduardo Paes, que elevou o valor para R$ 3,00 a partir do próximo dia 8.

Manifestantes caminham pela Avenida Presidente VargasLeitor %40MarcusVipe

Em nota, o TCM informou que o plenário é um colegiado que "tem autonomia de decisão e não está vinculado a manifestação técnica, podendo discordar". No caso em questão, haveria uma violação ao contrato feito entre a Prefeitura e as concessionárias a partir de um edital de licitação, comprometendo, assim, a segurança jurídica.

A prefeitura enviou nota afirmando que "está seguindo criteriosamente as recomendações do relatório final do Tribunal de Contas do Município a que a administração municipal teve acesso e que é de conhecimento público. A prefeitura não tem acesso a documentos e discussões internas do TCM, como as citadas na reportagem."

Já a Rio Ônibus "entende que a decisão final do Tribunal de Contas do Município (TCM), publicada hoje no Diário Oficial, é bem clara, e afirma que a Prefeitura poderá reajustar a tarifa de ônibus, nos termos do contrato em vigor.

A revisão tarifária solicitada em 2012 ainda esta sendo examinada pelo TCM, e o voto publicado hoje determina que não haja novos processos de revisão ate a conclusão desse julgamento. Ainda de acordo com as empresas de ônibus, todas as informações necessárias para comprovar a necessidade da revisão para o equilíbrio econômico-financeiro do sistema foram encaminhadas ao TCM. E os dados usados pelo corpo técnico do Tribunal foram resultado de uma simulação, não refletindo as informações reais apuradas pela Prefeitura e pelos consórcios, devidamente auditadas por empresa independente".

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