Bando que matou comerciante em Niterói vai responder por mais quatro crimes

Quatro pessoas responderão pela prática de três crimes de roubo ao mesmo estabelecimento, que ocorreram menos de um mês antes do assassinato

Por O Dia

Rio - O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou quatro pessoas pela prática de três crimes de roubo duplamente qualificado e por corrupção de menores em episódio que culminou na morte do dono da loja de ferramentas Fênix, no Centro de Niterói.

Maxwell Pereira Rocha, Alex Sandro Souza Pinto, Ramon Ramos da Costa e Fabrícia Rodrigues dos Santos já haviam sido denunciados pela 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal (PIP) da 2ª Central de Inquéritos por latrocínio (roubo seguido de morte) e corrupção de um adolescente com 17 anos. Na nova denúncia, eles também responderão pela prática de três crimes de roubo ao mesmo estabelecimento, que ocorreram menos de um mês antes do assassinato ao comerciante.

De acordo com a 4ª PIP da 2ª CI, Maxwell, Alex e Ramon, na companhia do menor, invadiram a loja no dia 13 de julho de 2013 usando armas de fogo. Assim que o estabelecimento abriu, eles ameaçaram os funcionários, obrigando-os a se dirigirem para os fundos do estabelecimento. No escritório, roubaram telefones celulares, um notebook, R$ 5 mil do caixa da loja e R$ 500 de uma funcionária.

Após o roubo, ameaçaram voltar, o que de fato viria a ocorrer em 5 de agosto, quando o comerciante foi morto a tiros na calçada em frente ao estabelecimento. Antes de morrer, a vítima reconheceu os suspeitos como os autores dos roubos no mês de julho.

Risos após saber da morte de vítima

Segundo as investigações, as ações criminosas foram orquestradas com a ajuda de Fabrícia, ex-funcionária da loja e namorada de Maxwell. Ela forneceu todas as informações relativas à rotina do estabelecimento, como estrutura física, dia do pagamento dos funcionários, a localização do escritório e o responsável pelas finanças da loja. Fabrícia teria, inclusive, informado também que as câmeras de vigilância não funcionavam, inclusive no local onde era guardado do dinheiro do faturamento.

Ainda segundo a promotoria de investigação penal, Maxwell também tem envolvimento com o tráfico de drogas na comunidade Menino de Deus, em São Gonçalo, e é ligado à facção criminosa Comando Vermelho.

A pedido do MPRJ, os denunciados encontram-se presos cautelarmente por latrocínio por determinação do Juízo da 1ª Vara Criminal de Niterói, onde tramita o processo criminal. Ainda assim, a promotoria renovou pedido de prisão preventiva dos quatro denunciados pela prática de mais três crimes de roubo, face à periculosidade e perversidade dos autores que quando souberam que a vítima havia falecido, através de contatos telefônicos entre si, chegaram a rir da situação e do desfecho fatídico.

Além disso, como a maior parte das testemunhas e pessoas lesadas tem endereço certo e determinado, é necessário assegurar a integridade das mesmas, a fim de que possam prestar depoimento, inclusive de forma segura.

Como os denunciados já respondem por latrocínio, poderão ter suas penas aumentadas, em caso de novas condenações criminais. Para cada delito de roubo a pena máxima é de dez anos de reclusão, podendo ser aumentada de um terço até a metade, enquanto que o crime de corrupção de menores, previsto no artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, tem pena máxima de quatro anos de reclusão.

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