Por raphael.perucci


Rio - O cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade precisa, com urgência, de sangue Tipo O positivo. Ele permanece em estado muito grave, no CTI do Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio.

Santiago foi atingido por um rojão na cabeça, enquanto cobriar uma manifestação contra o aumento da tarifa de passagens, na Central do Brasil, na última quinta-feira.

Ele perdeu muito sangue no local e também durante a cirurgia que durou cerca de quatro horas. As doações do sangue tipo O Positivo podem ser feitas no Hemorio, que fica na Rua Frei Caneca, número 8, em nome de Santiago Ilídio Andrade. O Hemorio funciona das 7h às 18h, inclusive nos fins de semana e feriados.

Santiago Andrade foi atingido na cabeça%2C sofreu afundamento de crânio e perdeu parte da orelhaAndré Mourão / Agência O Dia

Jovem envolvido se apresenta

O tatuador Fábio Raposo, de 22 anos, que entregou o rojão ao homem que disparou e causou graves ferimentos no cinegrafista se apresentou na 16ª DP, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, por volta das 2h30 deste sábado. Ele estava acompanhado de um advogado, prestou depoimento e foi liberado. O depoimento foi enviado à 17ª DP (São Cristóvão), encarregada de apurar o caso.

Segundo o delegado Maurício Luciano, da 17ª DP, ele foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado por uso de explosivo e também pelo crime de explosão. "As imagens deixam claro que ele estava junto com o principal suspeito de ter acendido o rojão, os dois estavam agindo em conjunto. Ele disse que não conhece esse homem, mas isso não nos convenceu.", disse, acrescentando que o homem foi liberado por ter se apresentado à delegacia espontaneamente e por não ter havido flagrante. Se condenado, Fábio pode pegar até 35 anos de prisão.

"Estamos tratando o caso com rigor e todas as providências que cabem à Polícia Judiciária serão tomadas", disse o delegado. Esse fim de semana a polícia vai avaliar diversas imagens que chegaram da imprensa, do comando Militar do Leste e da CET-Rio para tentar identificar o rapaz de camisa cinza. Segundo o delegado Maurício Luciano, Fábio não mostrou arrependimento e negou que pretendia atingir o cinegrafista.

Estudante se apresentou à polícia e admitiu ter passado rojão que feriu cinegrafistaReprodução Globo News

"A versão dele é dele é de que não conhecia o rapaz que atirou o artefato. Ele disse encontrou o rojão na rua e carregou consigo até que o rapaz de cinza viu o objeto e pediu para lançar. Ele então entregou o objeto", disse o delegado. Maurício Luciano disse que o rapaz que se entregou está sendo tratado como co-autor. Ele tem antecedentes criminais.

Morador do Méier, na Zona Norte, o jovem, concedeu entrevista à Globo News , logo que deixou a delegacida. Fábio afirmou que aparece nas foto da manifestação. "Eu era o de camisa, bermuda e tênis, com as tatuagens. Era eu passando o artefato para o indivíduo, mas ele [o artefato] não era meu", disse.

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