Por thiago.antunes
Publicado 14/02/2014 01:31

Rio - A prefeitura não vai abrir, pelo menos por enquanto, inquérito administrativo para investigar o delegado Claudio Ferraz, coordenador especial de Transporte Alternativo Complementar na cidade. A decisão foi embasada no parecer da corregedora-geral do município, Alda Cavaliere, que afirmou, em relatório, que não há esta necessidade nem mesmo motivos para o afastamento do policial das suas funções.

“Não identifiquei no processo MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) n.º 2014.00096669 elementos que justificassem o afastamento do servidor de suas funções nem que indicassem, de plano, a abertura de inquérito administrativo”, afirmou a corregedora, em relatório enviado a Eduardo Paes, que pediu uma investigação sobre o secretário. A decisão, no entanto, pode mudar caso o MP encontre indício de irregularidades na conduta de Ferraz.

Delegado teria comprado seis imóveis com preços abaixo do mercadoPaulo Araújo / Agência O Dia

O ‘xerife das vans’ — como ficou conhecido por atuar no combate aos transporte alternativo irregular — é alvo de denúncias de enriquecimento ilícito e sonegação fiscal, além de compra de seis imóveis nos últimos anos com preços abaixo do mercado. Um dossiê com as acusações contra Ferraz, que chegou a ser cogitado como o novo chefe da Polícia Civil do Rio, foi entregue ao Ministério Público Federal. No documento, há informações de que ele teria envolvimento com milicianos quando estava à frente da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Diante das acusações, o procurador da República Orlando Monteiro da Cunha encaminhou ofício a vários órgãos, como a Receita Federal,MP e Corregedoria Geral Unificada, para apurar a evolução patrimonial do delegado. Alda afirma, em seu relatório, que Ferraz apresentou no último dia 3 à corregedoria um “extenso rol de documentos”.

No parecer, ela diz que, em análise preliminar do material, “verifica-se que existem detalhados esclarecimentos quanto aos fatos apontados — em sua maioria negócios jurídicos ocorridos há mais de duas décadas — e documentos que indicam suporte probatório adequado”. Em outro trecho do parecer, a corregedora recomenda que o prefeito aguarde as investigações da 24ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal.

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