Trabalhadores do Comperj decidem pela permanência da greve

Nova assembleia está marcada para a próxima quinta-feira, também em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio

Por O Dia

Rio - Trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) decidiram em assembleia realizada na manhã desta terça-feira manter a greve iniciada no último dia 11. Cerca de 15 mil pessoas participaram da reunião realizada no Trevo da Reta, em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio. Os funcionários reivindicam um reajuste de 15% e 150% de hora extra.

Trabalhadores do Comperj decidiram permanecer em greve após assembleia na manhã desta quarta-feiraDivulgação

Uma nova assembléia está prevista para a próxima quinta-feira, às 7 horas, no mesmo local, quando a categoria vai tomar conhecimento da decisão do tribunal e resolver se mantém a greve.

Na madrugada do dia 6, dois operários foram baleados por homens encapuzados que passaram em uma moto quando eles se preparavam para realizar um piquete. Os feridos foram identificados como Felipe Feitosa Lima, de 21 anos, e Françuelio Rodrigo Fernandes, 20. O primeiro teve três perfurações no pâncreas e intestino delgado, na mão e coxa direita. O segundo foi ferido na mão e no tornozelo. A 71ª DP (Itaboraí) abriu um inquérito para investigar o caso.

Trabalhadores questionam representação do sindicato

A greve do Comperj não é só uma queda de braços entre empregados e patrões. Muitos trabalhadores rejeitam a representação do Sinticom acusando a entidade de estar do lado dos empregadores. “Uma comissão de representantes de trabalhadores do complexo esteve no gabinete da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Niterói, denunciando a ação desmobilizadora e truculenta do sindicato.

Segundo os trabalhadores, a entidade se recusa a encaminhar a pauta de reivindicações apresentada pelo conjunto dos trabalhadores, negando, inclusive, que esses empregados possam falar nas assembleias da categoria”, afirmou o vereador Renatinho (PSol), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Niterói.

Em nota, o Sinticom negou as denúncias e informou que as acusações seriam para desestabilizar o movimento. Iniciada no dia 5, a greve já resultou em dois manifestantes baleados por uma dupla em moto não identificada.

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